FARTURA
A eleição em Rondônia entrou na última semana com muito dinheiro em circulação e pouco tempo para respostas vagas.
DADOS
Levantamento divulgado em 12 de setembro, com base nas prestações de contas informadas à Justiça Eleitoral, já apontava mais de R$ 110 milhões arrecadados pelas campanhas no estado.
DÚVIDA
É um valor que exige uma pergunta simples: além de pedir votos, o que cada candidato se compromete a fazer?

OBSERVAÇÃO
O financiamento de campanha é legal e necessário. Mas a distribuição dos recursos revela prioridades dos partidos.
DIFERENÇAS
Alguns candidatos recebem milhões para percorrer Rondônia, produzir propaganda e ocupar as redes. Outros, na mesma disputa, tentam ser vistos com uma estrutura muito menor.

AVALIAÇÃO
Cabe às direções partidárias explicar seus critérios. E cabe ao eleitor cobrar propostas com a mesma insistência com que recebe pedidos de voto.

PESQUISA
Na corrida pelo governo, a Quaest divulgada em 24 de setembro registrou Marcos Rogério com 37%, Adailton Fúria com 21% e Hildon Chaves com 9% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Expedito Netto marcou 6%.
PESQUISA 2
O levantamento também encontrou 19% de indecisos. Foram ouvidos 804 eleitores entre 20 e 23 de setembro; a margem de erro é de três pontos percentuais, com 95% de confiança. Registro no TSE: RO-08556/2026.

PESQUISA 3
A vantagem de Marcos Rogério é expressiva. Isso aumenta a responsabilidade dele de dizer como pretende governar, com prioridades, prazos e fontes de recursos.
PESQUISA 4
Fúria e Hildon, por sua vez, precisam oferecer ao eleitor razões concretas para rever sua escolha. A reta final não deveria ser uma competição de certezas proclamadas por assessores. Deveria ser a hora de confrontar planos.

PONTUAIS
O eleitor de Porto Velho, de Cacoal, de Ji-Paraná ou do Vale do Guaporé sabe identificar uma promessa sem endereço.
INDAGAÇÕES
Quer saber como será atendido na saúde, o que acontecerá com as estradas, como o estado apoiará quem produz e quais serviços públicos terão melhora perceptível.
QUESTIONAMENTOS
São perguntas que sobrevivem ao domingo da eleição. Um vídeo de campanha, por melhor que seja, não as substitui.

OUTRA ELEIÇÃO
Também é hora de olhar para o Senado e para as chapas proporcionais com o mesmo rigor.

CONTAS
Quanto cada candidatura recebeu? Quem financia sua campanha? Qual posição assumirá sobre os problemas de Rondônia quando as urnas forem desligadas?
ROTA
A prestação de contas mostra o caminho do dinheiro; a campanha precisa mostrar o caminho das ideias.

VALOR
A eleição custa caro. Justamente por isso, o voto não pode ser tratado como recibo de uma propaganda bem produzida.
CONTA
Quem pede a confiança do eleitor deve apresentar, antes de domingo, compromissos que o eleitor possa cobrar depois.

FRASE
Campanha é promessa; mandato é prova. O voto deveria considerar as duas coisas.
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