LADO A LADO
A disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Rondônia tem uma característica que merece atenção: para muitos candidatos, o adversário mais perigoso pode estar dentro do próprio partido.
GRUPOS
As nominatas registradas mostram uma eleição proporcional extremamente competitiva.
GRUPOS 2
Não basta ter mandato, estrutura, base eleitoral ou aparecer bem individualmente.
GRUPOS 3
É preciso que o partido ou federação produza votos suficientes para conquistar cadeiras e, depois disso, superar os companheiros da própria chapa.
GRUPOS 4
Esse detalhe torna perigoso antecipar quem estará eleito ou derrotado. No PL, por exemplo, há uma concentração impressionante de nomes conhecidos.

MATA-MATA
Wiveslando Neiva, Taíssa Sousa, Nim Barroso, Ninho Testoni e Lucas Torres estão numa disputa que também envolve Alan Queiroz, Jean Mendonça, Luizinho Goebel e outros candidatos.
POTENCIAL
A relação oficial divulgada após os registros mostra 20 candidatos do partido à Assembleia. Todos com capacidade e gordura.
SIGNIFICÂNCIA
É uma nominata que reúne deputados, ex-prefeitos, lideranças municipais e candidatos com bases eleitorais distintas.

COLETIVO
Portanto, mesmo candidatos eleitoralmente competitivos poderão depender muito do desempenho coletivo da legenda e da distribuição interna dos votos.
DESTAQUES
Ninho Testoni e Lucas Torres, por exemplo, apareceram entre os nomes mais citados em uma das várias “pesquisas” divulgadas em setembro.
DESTAQUES 2
Wiveslando também foi mencionado no levantamento. Isso, teoricamente, demonstra presença eleitoral, mas não resolve a equação partidária.

OUTRO PARTIDO
No PSD, a situação também exige atenção. Laerte Gomes aparece entre os nomes mais citados em pesquisa divulgada em setembro e Cássio Gois também teve desempenho destacado.
POR FORA
Eyder Brasil, portanto, disputa espaço numa nominata que contém parlamentares e lideranças conhecidas.
POR FORA 2
Seu desafio não pode ser analisado apenas pela quantidade de votos que individualmente possa alcançar: é preciso observar também quem estará à sua frente dentro da própria legenda.

OBSERVAÇÃO
É justamente aí que esta eleição começa a ficar interessante. Na chapa que reúne nomes do PRD, a disputa interna também chama atenção.
OBSERVAÇÃO 2
Ribeiro do Sinpol, Lebrinha e Rosângela Donadon aparecem entre os candidatos conhecidos, além de Pedro Fernandes e outros nomes.
OBSERVAÇÃO 3
A pesquisa que uso como referência, colocou Lebrinha com 1,51%, Ribeiro com 1,13%, enquanto Rosângela Donadon e Pedro Fernandes apareceram empatados em outro grupo com 0,75%.
OBSERVAÇÃO 4
São números de uma fotografia eleitoral, não uma sentença. Mas revelam uma disputa interna que merece acompanhamento.

BEM POSICIONADA
Cláudia de Jesus, no PT, entra na eleição como deputada com mandato e referência eleitoral de sua legenda.
FEDERAÇÃO
Seu desempenho precisa ser observado juntamente com a votação total da federação, porque eleição proporcional não é uma disputa puramente individual.
NOME
No NOVO, Luiz do Hospital busca a reeleição numa nominata que também apresenta uma novidade relevante: o jornalista Augusto José.
PRÓXIMOS
Em pesquisa divulgada agora em setembro, Luiz do Hospital apareceu com 1,13% e Augusto José com 0,94%.
PRÓXIMOS 2
A proximidade numérica naquela pesquisa mostra que a disputa interna merece atenção até a reta final.

MAIS OUTRO
No Republicanos acontece fenômeno semelhante. Alex Redano é um dos deputados de maior projeção política da Assembleia e tenta renovar o mandato.
COM CHANCES
Mas a legenda apresenta outros nomes com presença eleitoral, entre eles Adalto de Bandeirantes, que apareceu com 1,04% no levantamento de setembro, além de Marcelo Lemos e Márcio Pacele.

AVANTE
No Avante, Marcelo Cruz parte para a tentativa de reeleição em uma nominata bastante pesada.
AVANTE 2
O partido registrou 21 candidatos estaduais e reúne nomes como Marcos Combate, Breno Mendes, Jeovane Ibiza, Hermínio Coelho e Zé Paroca. Na pesquisa de setembro, Marcelo Cruz apareceu na frente e todos os cenários.
JÁ COM FÔLEGO
Entre os atuais deputados citados como competitivos nas conversas políticas estão Redano, Marcelo Cruz, Laerte Gomes, Alan Queiroz, Luiz do Hospital, Pedro Fernandes, Cássio Gois, Ieda Chaves e Ismael Crispin.
DIFERENÇAS
Mas os dados públicos disponíveis não colocam todos exatamente na mesma situação. Ismael Crispin, por exemplo, apareceu numericamente na frente na pesquisa de setembro, com 2,36%.
DIFERENÇAS 2
Laerte Gomes registrou 1,98%, Cássio Gois 1,89% e Marcelo Cruz 1,42%. Luiz do Hospital marcou 1,13% e Pedro Fernandes apareceu no grupo de 0,75%.
NOTA
Há ainda um fator fundamental: 54,81% dos entrevistados naquela pesquisa estavam indecisos. Mais da metade.
NOTA 2
Portanto, qualquer tentativa de montar antecipadamente a próxima Assembleia precisa ser tratada como fotografia do momento, jamais como resultado antecipado.

RESSALVA
O cenário permite uma conclusão objetiva: alguns deputados chegam à eleição com mandato, estrutura política e presença demonstrada nas pesquisas; outros enfrentam nominatas tão competitivas que precisarão vencer duas eleições ao mesmo tempo — ajudar o partido a conquistar cadeiras e superar adversários fortes dentro da própria chapa.
PERCEPÇÃO
E as novidades também estão aparecendo. Augusto José no NOVO, Adalto de Bandeirantes no Republicanos e Zé Paroca no Avante representam justamente esse componente capaz de alterar a composição da Assembleia.
HISTÓRICO
São candidatos sem mandato estadual que disputam espaço com políticos já estabelecidos. É aí que poderá nascer a renovação.
CARAS NOVAS
Não necessariamente de uma onda contra os atuais deputados, mas da matemática das nominatas.
CARAS NOVAS 2
Um candidato pode obter uma votação expressiva e ficar fora. Outro, dependendo do desempenho coletivo de sua legenda, pode chegar à Assembleia com votação individual menor.
CAUTELA
Por isso, nesta eleição, talvez seja precipitado dividir os candidatos simplesmente entre “eleitos” e “derrotados”.
CAUTELA 2
A divisão mais segura, neste momento, é outra: existem parlamentares com bases eleitorais demonstradas, candidatos novos aparecendo nas pesquisas e nominatas nas quais haverá uma verdadeira batalha interna pela última cadeira.
CAUTELA 3
E quando a briga é pela última vaga do partido, companheiro de chapa deixa de ser apenas companheiro. Também é concorrente.

FRASE
Quem tem mandato precisa mostrar por que merece continuar; quem não tem precisa mostrar por que merece chegar.
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