CHEGANDO A HORA
A eleição proporcional em Rondônia começa a entrar naquela fase em que alguns nomes deixam de ser apenas candidaturas registradas e passam a merecer atenção especial pelo espaço que conquistam na campanha.
BRASÍLIA
Na disputa pela Câmara Federal, duas presenças femininas estão nesse grupo: Sofia Andrade e Euma Tourinho. São candidaturas com perfis diferentes, estruturas distintas e caminhos próprios para chegar ao eleitor.
EM COMUM
O ponto em comum é que ambas conseguiram presença política suficiente para tornar suas campanhas relevantes na disputa pelas oito cadeiras de Rondônia na Câmara.
OBSERVAÇÃO
Isso não significa antecipar resultado. Eleição proporcional não depende exclusivamente da votação individual.
GRUPO
A força da legenda, o desempenho da nominata e a distribuição das vagas também entram nessa conta. Mas Sofia e Euma representam duas presenças femininas que devem ser observadas nesta reta final.

FORÇA
Sofia chega à disputa por uma legenda de peso no cenário estadual e com estrutura de campanha relevante.
FORÇA 2
Euma traz como ativo eleitoral a exposição acumulada desde a eleição municipal de Porto Velho, quando disputou a prefeitura e recebeu cerca de 25 mil votos.
ASSEMBLEIA
É aí que a eleição fica ainda mais interessante. De um lado estão parlamentares que chegam às urnas carregando aquilo que todo candidato à reeleição gostaria de ter: mandato, estrutura política, presença nos municípios, bases eleitorais construídas e quatro anos para ampliar relações com prefeitos, vereadores e lideranças.

CONHECIDOS
Nesse grupo estão Ismael Crispin, Alex Redano, Alan Queiroz, Luís do Hospital e Pedro Fernandes.
PONTUAL
E a inclusão de Ismael Crispin nessa relação não é apenas consequência do mandato que já possui. O levantamento mais recente do Instituto Phoenix reforça a necessidade de observar sua candidatura com atenção.
NÚMEROS
Na pesquisa estimulada realizada entre os dias 3 e 6 de setembro, Ismael aparece com 6% das intenções de voto, seguido por Alan Queiroz, com 5,6%, e Jean Mendonça, com 5,1%.
CAUTELA
Considerando a margem de erro de 2,9 pontos percentuais, não é possível transformar essa pequena diferença em uma conclusão sobre quem está efetivamente à frente.

POSIÇÃO
Mas existe um dado objetivo: Ismael e Alan aparecem no grupo numericamente mais bem posicionado do levantamento. Isso torna ainda mais interessante a discussão sobre renovação.
HISTÓRICO
Ismael Crispin, Alan Queiroz, Alex Redano, Luís do Hospital e Pedro Fernandes chegam à eleição carregando algo que os adversários que nunca passaram pela Assembleia não possuem: a possibilidade de apresentar quatro anos de atuação parlamentar. Isso é um trunfo eleitoral.
VOTO É QUE DECIDE
Mas está longe de representar garantia de reeleição. A própria pesquisa Phoenix ajuda a mostrar como essa eleição está fragmentada. 41,9% das respostas foram distribuídas entre outros candidatos, demonstrando o tamanho da pulverização da disputa.

HOJE É UMA COISA
Pesquisa é fotografia do momento, não resultado de eleição. E, numa disputa proporcional, esse cuidado precisa ser ainda maior.
NOVIDADES
É nesse cenário que aparecem nomes como Zé Paroca e Adalto de Bandeirantes. Os dois representam um fenômeno bastante conhecido na política: vereadores que tentam transformar força municipal em musculatura estadual.
PRIMEIRA ETAPA
Eles já passaram pelo primeiro teste das urnas, possuem mandato, bases políticas e contato direto com comunidades. Agora precisam responder a uma pergunta muito mais difícil: essa força é suficiente para ultrapassar as fronteiras de Porto Velho e disputar uma das 24 cadeiras da Assembleia?

PROVAÇÃO
Esse talvez seja o grande desafio. Uma eleição para vereador permite concentração territorial muito maior.
PROVAÇÃO 2
Para deputado estadual, é preciso ampliar a votação, construir bases fora dos redutos tradicionais e, principalmente, sobreviver à disputa interna da própria nominata.

POSSIBILIDADES
É justamente aí que Zé Paroca e Adalto podem se tornar termômetros interessantes da renovação.
ALERTA
Renovação não depende apenas de popularidade. Existe um erro recorrente quando se tenta prever a composição da próxima Assembleia: olhar somente para os nomes.
DIFERENÇA
Deputado estadual não é eleito numa corrida individual. O desempenho do partido ou federação, o quociente eleitoral, a distribuição das sobras e a composição de cada nominata podem ser tão importantes quanto a votação pessoal.

MAIS OU MENOS
Um candidato pode obter uma votação expressiva e ficar de fora. Outro pode receber menos votos e conquistar a cadeira porque sua legenda teve desempenho suficiente.
CONCLUSÃO
Portanto, não basta perguntar quem está bem na pesquisa. É preciso perguntar também: em qual chapa está, quantas cadeiras essa chapa poderá alcançar e quem são seus principais adversários dentro da própria nominata? Essa matemática pode derrubar favoritos e produzir surpresas.
MUDANÇAS NA ASSEMBLEIA
Hoje há elementos para acreditar numa disputa real entre continuidade e renovação, mas ainda não há base segura para estabelecer quantas das 24 cadeiras efetivamente mudarão de mãos.
VANTAGEM
Os atuais deputados entram com vantagens importantes. Ismael Crispin e Alan Queiroz, particularmente, aparecem muito bem posicionados na pesquisa mais recente. Redano, Luís do Hospital e Pedro Fernandes possuem mandato e estruturas políticas que também precisam ser consideradas.
POR FORA
Do outro lado estão candidatos tentando transformar mandatos municipais, bases regionais ou exposição pública em votos suficientes para chegar à Assembleia. Zé Paroca e Adalto de Bandeirantes são dois exemplos desse movimento.

DEFINIÇÃO
E há um detalhe fundamental: renovação nem sempre significa a chegada de desconhecidos. Muitas vezes, a chamada “cara nova” da Assembleia é alguém que já está há anos na política, ocupa uma cadeira de vereador, possui estrutura partidária e construiu seu próprio grupo eleitoral.
RESISTÊNCIA
Por isso, talvez a pergunta mais interessante desta eleição não seja simplesmente se haverá renovação. A pergunta é outra: quem conseguirá sobreviver à combinação mais cruel de uma eleição proporcional — voto, nominata, estrutura e matemática eleitoral?
EXTREMOS
Porque os atuais deputados têm a vantagem do mandato. Os novos têm a oportunidade de explorar o desejo de mudança.
VOTO
E entre a força de quem já está lá e a ambição de quem quer chegar, serão as urnas — e a matemática das chapas — que decidirão o tamanho real da renovação na Assembleia Legislativa de Rondônia.

FRASE
Em eleição proporcional, não basta ter voto: é preciso estar na nominata certa e sobreviver à matemática partidária.
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