O El Niño é um fenômeno climático natural que costuma ocorrer em intervalos de dois a sete anos e dura entre nove e doze meses. Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, ele altera os padrões de vento e de circulação atmosférica em todo o planeta, mudando o clima global. Desde 1950, apenas três eventos alcançaram a categoria de El Niño muito forte, ou Super El Niño: 1982-83, 1997-98 e 2015-16. O de 1997-98 é o mais bem documentado no Brasil.
A comunidade global prevê que além dos efeitos climáticos, o aquecimento das águas do Pacífico pode afetar indicadores sociais das comunidades.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) informa que há mais de 90% de probabilidade de haver um El Niño muito forte entre setembro, outubro e novembro. Os efeitos devem variar pelo país.
No Brasil, a Região Sul, parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul têm previsão de chuva acima da média, enquanto áreas do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste podem enfrentar volumes abaixo do normal. As temperaturas tendem a ficar acima da média em praticamente todo o território nacional.
O fenômeno climático pode desencadear danos na infraestrutura, desnutrição, doenças, escassez de água e deslocação, além de colocar em risco a educação de 1,5 milhão de alunos, segundo o Ministério da Educação e Cultura (MEC).
"Um clima mais instável requer planejamento envolvendo iniciativas de forma integrada, considerando os riscos de enchentes, secas e calor, além de suas consequências sobre o fornecimento de água e energia elétrica, a mobilidade, a habitação e os serviços públicos", salienta Vininha F. Carvalho, economista, ambientalista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.
Os modelos climáticos acompanhados pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) indicam manutenção das condições de El Niño pelo menos até o primeiro trimestre de 2027.
Segundo João Moura, Engenheiro de Produto da Eaton, eventos climáticos extremos tornam ainda mais importante que as concessionárias do setor elétrico trabalhem com novos cenários e não apenas com médias históricas. O planejamento precisa considerar como a rede irá responder a diferentes níveis de aumento de carga, quais ativos poderão se tornar gargalos e quais investimentos devem ser priorizados para manter a confiabilidade do fornecimento.
"A natureza está dando um alerta. A emergência climática agravada pelo fenômeno do El Niño indica que poderemos ter um cenário dramático. A combinação entre chuva e temperatura influencia a ocorrência dos problemas fitossanitários", finaliza Vininha F. Carvalho.
Economia Nova resolução da ANVISA redefine limpeza em laboratórios
Economia Empresas se antecipam às mudanças da reforma tributária
Economia Steel Frame pode ampliar área útil em até 8%
Economia Living amplia estratégia de wellness com novos projetos
Economia Certificação ISO melhora atendimento no setor funerário
Economia Startups têm gratuidade no Prêmio Consciência Ambiental