Sábado, 26 de Setembro de 2026 19:56
1153045355
Economia Negócios

Disparidade salarial de gênero permanece em 20% no mundo

Diferença se agrava em recortes como maternidade, baixa renda e economia informal

20/05/2026 15h23
Por: Redação Fonte: Agência Dino
Freepik
Freepik

A disparidade salarial de gênero ainda se impõe como uma marca persistente no mercado de trabalho. Segundo a página 4 do relatório "Rumo à igualdade salarial: uma resposta abrangente à disparidade salarial de gênero", da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as estimativas globais apontam que mulheres em empregos assalariados recebem, em média, 20% menos do que os homens. O documento destaca, ainda, que essa diferença se intensifica em recortes específicos, como mulheres com filhos, aquelas inseridas em famílias de baixa renda e trabalhadoras da economia informal.

Essas desigualdades não se mantêm à margem das transformações do mundo do trabalho. Elas acompanham um cenário de mudanças aceleradas, em que novas formas de ocupação, a reconfiguração de setores produtivos e os avanços tecnológicos redesenham relações laborais e, ao mesmo tempo, podem ampliar assimetrias já existentes. Na mesma página, o documento aponta que a redução das disparidades salariais ganha centralidade não apenas como pauta de equidade, mas como elemento estrutural do desenvolvimento econômico e social.

O relatório também destaca que, nos últimos anos, o tema passou a ocupar um espaço mais amplo na agenda internacional. Iniciativas como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) reforçam a necessidade de ações coordenadas para enfrentar a desigualdade remuneratória.

Com base na publicação "El protagonismo de las mujeres en el futuro de las empresas" — O protagonismo das mulheres no futuro das empresas, em português, presente na página 32 da "Quality Magazine", o fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), Daniel Maximilian Da Costa, ressalta que a equidade de gênero no ambiente corporativo depende de transformações estruturais e da revisão consistente de práticas organizacionais.

"Não se trata apenas de ampliar a presença feminina nas organizações, mas de assegurar que essa presença venha acompanhada de reconhecimento, condições equivalentes e critérios objetivos de valorização profissional. Enquanto a remuneração não refletir de forma justa o valor do trabalho realizado, a desigualdade tende a se perpetuar, ainda que de maneira silenciosa", conclui.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Veja também
Economia Dataside tem novo MVP em Copilot da Microsoft Reginaldo da Cruz Silva, Data Architect e primeiro funcionário da Dataside, foi nomeado Microsoft MVP em Copilot — reconhecimento internacional a profissionais que contribuem para a comunidade tecnológica. A conquista celebra sua trajetória desde ...
Economia Evasão escolar: sinais que antecedem a saída dos alunos Especialista em marketing educacional explica como escolas podem usar dados e relacionamento para identificar riscos de evasão e fortalecer a permanência dos alunos
Economia GTCFX Marca Presença de Sucesso na Forex Expo Dubai 2026