A catarata, condição em que o cristalino — lente natural do olho — se torna opaco e compromete a visão, está entre os principais problemas visuais no Brasil, ao lado do glaucoma, quando desconsiderados os erros de refração, segundo relatório da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO).
O levantamento aponta que 43,2% da população apresenta miopia e 9,9%, catarata. De acordo com a SBO, o tratamento da catarata mais utilizado é cirúrgico, a facoemulsificação (FACO), e novas tecnologias têm ampliado o planejamento e a realização do procedimento.
O Dr. Carlos Flister, médico oftalmologista, pontua que a cirurgia de catarata evoluiu muito nas últimas décadas com tecnologias modernas de biometria ocular, topografia e lentes intraoculares avançadas. "Atualmente, é possível planejar a cirurgia com grande precisão, remover a catarata e corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo no mesmo procedimento, proporcionando ao paciente uma qualidade visual muito superior".
O especialista explica que, por funcionar também como uma cirurgia refrativa, o procedimento pode reduzir bastante a dependência de óculos. "Durante a cirurgia, o cristalino é substituído por uma lente intraocular calculada individualmente para cada paciente, o que permite corrigir grau para perto, para longe e astigmatismo. O planejamento pré-operatório é essencial para escolher a melhor lente para cada perfil visual", detalha.
Segundo o Dr. Carlos Flister, os avanços tecnológicos incorporados às técnicas de cirurgia refrativa ampliam a previsibilidade dos resultados e a segurança dos procedimentos. Ele destaca que existem tecnologias capazes de mapear a córnea e o sistema óptico do olho com alto nível de detalhamento. "Isso permite tratamentos cada vez mais personalizados para miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, ajustando o procedimento às características individuais de cada paciente", avalia.
A cirurgia refrativa tem avançado como alternativa para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo, conforme artigo publicado na Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação. Segundo a análise, tecnologias como lasers de femtossegundo e ablação personalizada têm melhorado os resultados, com altos níveis de satisfação. Além disso, o documento orienta que a indicação deve considerar características individuais do paciente.
Critérios para indicação cirúrgica
De acordo com o médico, a indicação do procedimento mais adequado para o paciente depende de diversos fatores, como idade, tipo e grau do erro refrativo, espessura e formato da córnea, presença ou não de catarata, além das expectativas visuais do paciente. "Hoje a oftalmologia trabalha com um conceito bastante individualizado, buscando sempre indicar a técnica que ofereça maior segurança e melhor qualidade visual a longo prazo", compartilha.
O Dr. Carlos Flister enfatiza que um atendimento personalizado é fundamental quando se trata de correção visual cirúrgica, pois cada olho possui características únicas, e é a escolha correta da técnica e das tecnologias utilizadas que determina o resultado visual e a satisfação do paciente. "Dois pacientes podem ter o mesmo grau, mas estruturas oculares diferentes. Por isso, a individualização do tratamento é crucial", informa.
O oftalmologista ressalta que, após a cirurgia, a recuperação visual depende de fatores como a técnica utilizada, as características do olho do paciente e o seguimento adequado no pós-operatório.
"Em geral, a recuperação costuma ser rápida, mas o uso correto das medicações e o acompanhamento com o especialista são fundamentais para garantir uma boa cicatrização e adaptação à nova qualidade de visão", orienta.
Para mais informações, basta acessar o site oficial do Dr. Carlos Flister: https://drcarlosflister.com.br/
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