O Projeto de Lei 1292/23 muda várias regras do marco legal da geração distribuída (Lei 14.300/22) para, entre outros objetivos, proibir a cobrança da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição das unidades de microgeração distribuída que injetam energia na rede da distribuidora (TUSDg).
A resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que regulamentou a lei da geração distribuída determinou a cobrança da TUSDg para mini e microgeradores. A proposta deixa claro que os últimos estão isentos.
O projeto também estabelece que a produção de energia elétrica para consumo próprio equipara-se à autoprodução, o que abre a possibilidade de esses empreendimentos comercializarem a energia excedente no mercado livre. Hoje, a micro e a minigeração distribuídas caracterizam-se “como produção de energia elétrica para consumo próprio”, sendo vinculadas ao mercado cativo.
O autor do projeto é o deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG). Ele afirma que as mudanças propostas “visam consolidar e facilitar a interpretação” do marco legal em vigor, do qual ele foi relator na Câmara dos Deputados.
Pendências
O projeto impede ainda as distribuidoras de indeferir as solicitações de acesso à rede elétrica, protocoladas por consumidores de geração distribuída, que apresentarem vícios sanáveis ou estiverem sem a documentação completa. Pela proposta, o solicitante será notificado e terá 30 dias para resolver as pendências.
O texto também autoriza que unidades consumidoras do Grupo A (atendidas em média e alta tensão, como indústrias) com usinas de geração distribuída instalada possam optar pelo faturamento com aplicação da tarifa do Grupo B (atendidas em baixa tensão, como os residenciais), desde que tenham aderido ao Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) antes de 7 de janeiro de 2023.
Com a medida, os chamados B-optantes não pagarão pela demanda contratada, que não é cobrada no Grupo B. A contratação de demanda é uma espécie de custo imposto pelas distribuidoras aos usuários pela potência disponibilizada, independentemente de ter havido consumo ou não. O objetivo é garantir a estrutura adequada da rede elétrica.
O projeto possibilita ainda aos B-optantes enviar e receber créditos de outras unidades e esclarece pontos do custo de disponibilidade.
Tramitação
O projeto tramita em regime de urgência e poderá ser analisado diretamente no Plenário da Câmara.
Câmara Retrospectiva: deputados aprovaram repasse de parte da arrecadação com bets para a Polícia Federal
Câmara Projeto permite bloqueio imediato de bens em suspeita de fraude financeira
Câmara Projeto cria modalidade de transição de cuidados no SUS para evitar reinternações
Câmara Projeto cria marco nacional para reconhecer direitos da pessoa idosa
Câmara Projeto reconhece o futebol como patrimônio cultural imaterial do Brasil
Câmara Projeto exige audiência antes da soltura de agressor de mulher