JÁ COMEÇOU
Embora tenha havido uma trégua nos últimos dias – o sol tem sido de lascar - , o clima na Amazônia já mudou. Mês passado tivemos bastante chuva, temporais e raios. Era o anúncio da chegada do inverno amazônico.
CLIMA
Tivemos uma semana com bastante água e, ainda, um fato que atormenta a vida de muitos rondonienses. O indesejável frio. Na semana passada, os termômetros nas regiões de Cacoal e Vilhena chegaram a incríveis 16 graus. Um fenômeno se formos considerar à época.
EXPLICAÇÃO
Os meteorologistas apontam que a causa disso seria o "La Niña”. Fenômeno climático-oceânico caracterizado pelo resfriamento anormal das águas do oceano Pacífico. Mais recentemente, a ocorrência do La Niña provocou chuvas intensas e queda de temperatura no verão e não somente aqui em nosso estado.

CONSEQUÊNCIAS
Ele tem origem na região do Pacífico Equatorial, na zona intertropical do planeta, e provoca alterações sazonais na circulação geral da atmosfera, podendo durar de nove a 12 meses. Sua ocorrência se dá entre períodos de dois a sete anos.
PONTUAIS
Os efeitos do La Niña são sentidos em diversas localidades, como é o caso do Brasil. No país, há um aumento no volume de chuvas aqui no Norte e Nordeste, bem como secas e temperaturas muito elevadas na região Sul. No Centro-Oeste e Sudeste, os impactos variam.
SIMPÓSIO
Durante Seminário organizado pela Energisa, que teve a participação da Defesa Civil e de técnicos do INPE ( Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ), foi discutido um Plano de Contingência que poderá ser colocado em prática caso se concretizem as previsões de temporais e chuva forte nos próximos dias.
APURAÇÃO
Segundo o INPE, pelo terceiro ano consecutivo o La Niña demonstrou sua força, fazendo com que outubro iniciasse com muitas tempestades. A previsão para os próximos dez dias é de chuva além do normal com eventos climáticos intensos, entre eles ventania e raios.

CONGESTIONAMENTO
O gerente de operações da Energisa, Carlos Alexandre de Oliveira, diz que ter conhecimento prévio sobre chuva intensa, ventania e tempestades possibilita preparar estratégias adequadas de ação. Ele destacou que na semana passada, a concessionária recebeu mil pedidos de atendimento. Cinco vezes a mais que o normal.

ATUAÇÃO
O monitoramento climático é um grande aliado das equipes de plantão, no entanto não tem como saber que tipo de estrago efetivamente irá ocorrer diante das tempestades e ventanias. Os profissionais são preparados para todas as adversidades, mas é a intensidade do fenônemo que determina o tipo de ação.
BOMBEIRO
O coordenador estadual da Defesa Civil, ten-cel Jaime Fernandes da Silva, disse que os bombeiros tem 15 unidades no Estado com 29 coordenadorias municipais. Todos os militares são preparados para agir em casos de enchentes e outros desastres natuaris que venham a ocorrer. Jaime enfatizou que as equipes já estão de sobreaviso.

SEGURANÇA
O Presidente da Energisa, André Theobald, destacou que a segurança da população e dos profissionais é um dos fatores mais observados quando é preciso colocar em prática o Plano de Contigência.

CITAÇÃO
Theobald reforça que no caso de vento forte que venha a derrubar árvores sobre a rede elétrica ou provocar ruptura de cabo é fundamental chamar a Energisa para resolver o problema. “ Em hipótese alguma as pessoas devem tentar resolver a situação manuseando os cabos ou fios. Somente pessoas capacitadas tem condições de se aproximar do local e avaliar o problema”, destaca.
FILME
Falando em segurança, o novo filme da Energisa trata justamente desse tema. A produção mostra todo o cuidado que os profissionais tem, mesmo eles sendo altamente capacitados, ao lidar com a rede elétrica.
DIFERENCIAL
O pirarucu é um peixe nativo da Bacia Amazônica, porém, não se reproduz de forma natural em sua totalidade. Rondônia é um exemplo de Estado, onde o peixe se apresenta nativo em apenas parte do Estado, mais precisamente na porção Norte, na divisa com o Amazonas.

AGRESSOR
Por múltiplas causas, o peixe teve sua distribuição geográfica ampliada e hoje encontra-se na condição de exótico invasor em diversas partes de Rondônia, Brasil e até mesmo em outros continentes.

APURAÇÃO
O levantamento da presença do pirarucu em áreas que não são naturais vem sendo feito desde 2021 pelo Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – Sedam.
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EXEMPLO
O coordenador estadual de Unidades de Conservação – CUC, José Antônio Sepeda Silva, um dos representantes de Rondônia na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP-27, vai levar o trabalho de Rondônia que começou ainda em 2021, na Reserva Extrativista (Resex) Rio Pacaás Novos em Guajará-Mirim e agora se estende para a Resex Rio Cautário em Costa Marques.
MELHOR HABITADO
Na localidade, se detectou a presença mais efetiva da espécie invasora, com a redução da disponibilidade ictiológica nativa nas áreas onde surgiu e aumentou o quantitativo de pirarucus.
FENÔMENOS NATURAIS
Entre as causas para o aparecimento do pirarucu em unidades de conservação estão o escape de pisciculturas, as cheias históricas, o rompimento de barragens e até mesmo introduções intencionais ou acidentais, a partir do transporte de alevinos.
MONITORAMENTO
Com o aumento gradativo da quantidade de pirarucus, onde o mesmo não é nativo, pescadores profissionais e moradores tradicionais – extrativistas, ribeirinhos e quilombolas- têm monitorado os impactos ambientais, respectivamente com dados oficiais de desembarque pesqueiro e com base em observações.
CONTROLE
A pedido das comunidades, a Sedam iniciou a execução do Plano de Manejo de controle do pirarucu, visto que a omissão em controlar a espécie poderia provocar danos irreversíveis às populações nativas. Seria uma forma de mitigar os possíveis impactos provocados pelo pirarucu nas áreas de invasão, informa José Silva.

MANEJO
O plano de manejo tem como objetivo a implementação do controle destes peixes na Reserva Extrativista Estadual do Rio Cautário, onde é considerado invasor, sendo assim, um risco ambiental.
SOBREVIVÊNCIA
O pirarucu é predador de diversas espécies nativas (peixes e tartarugas), o controle permite a preservação da biota nativa e busca o potencial de comércio do pirarucu como forma de gerar renda aos moradores tradicionais envolvidos nas ações de manejo de controle.
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