DE OLHO
A Polícia Federal informou que já vinha acompanhando as movimentações suspeitas da aeronave da Igreja do Evangelho Quadrangular flagrada com 300 kg de maconha, no sábado (27).
P2
O trabalho teria começado através do serviço de inteligência do Núcleo de Polícia Portuária da PF. Não há menção de que a igreja teria alertado a polícia.

PARENTE
A igreja é liderada por Josué Bengtson, tio da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Após o flagrante, a igreja disse que a instituição havia denunciado suspeita de irregularidade à PF.
SENADORA
Damares Alves reforçou a versão em uma nota pública divulgada em sua conta no Instagram. "Damares Alves entrou em contato com a família e foi informada que a denúncia à Polícia Federal sobre uma carga suspeita carregada na aeronave foi realizada pelos responsáveis pelo avião, ou seja, pela própria Igreja”, publicou a senadora na noite de segunda (29).
EXPLICAÇÃO
Apesar de não haver nenhuma afirmação da PF referente a suposta ajuda recebida por parte da Igreja Quadrangular, a instituição religiosa divulgou nota sobre o caso.
Nota de Esclarecimento
A Igreja do Evangelho Quadrangular recebeu com surpresa a notícia do envolvimento do monomotor Bonanza, de sua propriedade, com carga não autorizada.
Ao tomar conhecimento, imediatamente, a Igreja do Evangelho Quadrangular do Estado do Pará acionou a Polícia Federal, que efetuou a prisão de uma pessoa e apreendeu a carga.
É interesse da Igreja que tudo seja esclarecido e, portanto, reafirma o seu compromisso de colaborar com as investigações.
Atenciosamente,
Igreja do Evangelho Quadrangular

DÚVIDA
Não entendi a nota. Se a igreja afirma que denunciou o caso à PF, qual a razão então de se sentir surpresa com o envolvimento de seu avião com “carga não autorizada”.
OUTRA CONGREGAÇÃO
Uma igreja e uma rádio evangélicas de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão na mira de uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
LEI 9.613
Os promotores investigam o crime de lavagem de dinheiro, que chegou a movimentar R$ 80 milhões só em Minas Gerais. Ao todo, o esquema lavou quase R$ 7 bilhões em todo país.
“ESPECIALISTAS”
O grupo, que atuava também em outros três estados, funcionava como uma empresa especializada na prestação de serviço de lavagem de dinheiro para outras organizações criminosas, como tráfico, fraudes e estelionatos.
FANTASMAS
Além dos "laranjas", a quadrilha também criava empresas falsas para circulação do dinheiro do crime organizado. Uma delas estava registrada no mesmo endereço da igreja de Vespasiano, alvo da operação do MPMG.
EXPLICAÇÃO
Segundo o delegado de Polícia Civil Marcus Vinícius Lobo Leite, o negócio do ramo de eletrônicos só existia no papel e funcionava como uma rede de lavagem para circulação do capital ilícito. "Essa empresa movimentou milhões de reais e nunca emitiu nenhum documento fiscal, nunca teve nenhum funcionário registrado nos órgãos competentes", aponta.
“BOLADA”
No período de dois anos, a empresa fantasma movimentou mais de R$ 80 milhões. O esquema foi identificado após quebras dos sigilos bancário e fiscal dos investigados nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Amapá e Alagoas. A rede de nível nacional chegou a lavar R$ 6,7 bilhões.
APREENSÃO
A operação apreendeu na manhã de ontem (30/5) documentos, celulares e tablets, que serão analisados na próxima etapa das investigações. "O próximo passo agora será identificar melhor esse trânsito de dinheiro nas empresas, essa rede de movimentação financeira e quem são os autores", informou Marcus Vinícius.

“EMPRESA”
O delegado estima a participação de mais de cem pessoas no esquema. Ninguém foi preso. Além dos materiais apreendidos, foi cumprido o sequestro de veículos e valores em conta bancária, no montante de R$ 170 milhões. A operação é uma investigação desencadeada pelo Ministério Público de Minas Gerais, por meio do Gaeco, e pela Polícia Civil de Minas Gerais.
INVESTIGAÇÃO
O ministro Luis Felipe Salomão, corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinou a realização de uma auditoria na 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, onde tramitam os processos da Lava Jato.
TEM MAIS
O ministro também determinou a correição dos gabinetes dos desembargadores integrantes da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). A decisão é da manhã desta terça-feira (30).
INTERESSADO
Entre os gabinetes a serem auditados está o do desembargador Marcelo Malucelli, que se afastou dos processos da Lava Jato em segunda instância após se declarar suspeito.
SOCIEDADE
O filho dele, o advogado João Malucelli, é sócio do senador Sergio Moro (União-PR) e da deputada federal Rosângela Moro (União-SP).
PEDIDO
Na última sexta (26), o juiz afastado da 13ª Vara, Eduardo Appio, pediu ao CNJ a auditoria da jurisdição. Ele foi afastado cautelarmente do cargo pelo TRF-4 em 22 de maio, após uma denúncia de Marcelo Malucelli.
FICOU NO COMANDO
À frente da jurisdição em Curitiba está a juíza substituta Gabriela Hardt, que assumiu o cargo antes do afastamento por conta das férias do juiz Appio.
INICIATIVAS
Os autores do pedido de auditoria são o advogado e réu por lavagem de dinheiro, Rodrigo Tacla Duran; e os senadores Renan Calheiros (MDB) e Rogério Carvalho (PT).
CONTESTAÇÃO
Nos três casos, os autores contestaram pronunciamentos judiciais expedidos por Malucelli no TRF-4, similares aos apurados contra ele em um pedido de providência instaurado na corregedoria em 17 de abril deste ano.
FAMÍLIA
No pedido movido por Rogério Carvalho, por exemplo, o senador pediu a suspeição de Malucelli por conta dos vínculos familiares do desembargador mantidos com a família do ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro.

SEM DETALHES
Ao determinar a correição extraordinária, o ministro Salomão não detalha as reclamações disciplinares que motivaram a decisão.
PEDIDO
O desembargador Marcelo Malucelli foi autor do pedido que afastou da Lava Jato o juiz Eduardo Appio. O magistrado estava à frente do juízo desde fevereiro deste ano.
TERIA AMEAÇADO
O afastamento cautelar do juiz ocorreu após uma investigação indicar que Appio acessou um processo com o contato do filho de Marcelo Malucelli e fez uma ligação a ele, segundo o TRF-4, com tom de ameaça. O juiz recorreu do afastamento cautelar.
DEFESA
Em um pedido feito na segunda-feira (29), a defesa de Appio apontou ao CNJ a "imparcialidade" comprometida da corregedoria do TRF-4 no afastamento.
TEXTO
Entre outras coisas, a defesa de Appio pontuou: "Providência cautelar desarrazoada e extrema de afastamento do Peticionário, sem sequer promover o mínimo contraditório através de sua oitiva prévia, bem como sem sequer existir um procedimento disciplinar instaurado", cita trecho.
MAIS OUTRA
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal anulou uma condenação do ex-deputado federal Eduardo Cunha na operação Lava Jato. Ele havia sido sentenciado pela Justiça Federal do Paraná a quase 16 anos de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
OUTRA INSTÂNCIA
A Corte determinou ainda o envio da investigação para a Justiça Eleitoral. Caberá ao novo juiz decidir se restabelece ou não a condenação de Cunha, além da validade das provas, ou se o caso será retomado da estaca zero.
“INJUSTIÇADO”
A defesa do ex-deputado disse que a decisão mostra como Cunha foi alvo de "perseguição". “A decisão do Supremo fez justiça e confirma aquilo que a defesa sustenta desde o início do processo e que agora está ficando claro para todo o país: Eduardo Cunha, assim como outros inúmeros réus, foi vítima de um processo de perseguição abusivo, parcial e ilegal e julgado por uma instância manifestamente incompetente", diz a nota divulgada pelos advogados.
ACUSAÇÃO
O Ministério Público Federal (MPF) afirma que o ex-deputado foi beneficiado por um suposto pagamento de propina nos contratos de construção de navios-sonda da Petrobras, fechado entre a estatal e o estaleiro Samsung Heavy Industries.
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