Quinta, 24 de Setembro de 2026 11:26
1153045355
Coluna Espaço Aberto ESPAÇO ABERTO

Ministra diz que governo não vai autorizar pavimentação na 319 sem estudo ambiental

Confira as notas do dia, por Cícero Moura.

29/05/2023 06h27
Por: Redação
Divulgação
Divulgação

NÃO É CULPADA

A  ministra Marina Silva (Rede) do Meio Ambiente rebateu a tese de que a pavimentação da BR-319 não avançou no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por culpa dela.

FAKE

Marina disse que  sempre lhe responsabilizaram por não deixar  fazer a estrada. “O problema era a ministra, só que eu saí do governo em 2008 e a situação é a mesma até hoje”, enfatiza.

SEM CONSEQUÊNCIAS

Durante audiência na comissão de meio ambiente e desenvolvimento sustentável, Marina Silva destacou a complexidade do tema. “Se fosse um empreendimento fácil, não tivesse altíssimo impacto ambiental ou tivesse comprovado a viabilidade econômica social e ambiental passando pela avaliação dos técnicos do Ibama sem que sejam pressionados, é possível que já tivesse sido feito”, argumentou.

 

AFIRMAÇÃO

A ministra pondera que toda vez que visita Rondônia ou Amazonas, reforça que qualquer empreendimento precisa comprovar a viabilidade econômica, social, ambiental e cultural.

MEDO

A ministra disse que já viveu momentos de pânico no Acre, sua terra natal, uma vez que foi contra a ligação por terra entre Cruzeiro do Sul e Rio Branco sem um estudo que medisse os danos ambientais da obra.

RECEIO

A ministra enfatiza que passou  quatro anos sem poder andar na metade do seu estado sob pena de ser linchada porque não concordava que fizesse o asfaltamento sem o estudo de impacto ambiental, sem demarcação das terras indígenas e sem a criação das unidades de conservação.

PAVIMENTO

A BR-319 foi asfaltada de 1968 a 1976 e depois nunca mais recebeu manutenção. A rodovia liga o Amazonas ao restante do país através de Rondônia, via sul do estado.

 

FOTO:ACERVO/ORLANDO HOLANDA

MAIOR PROBLEMA

O trecho com 405 km, mais conhecido como “trecho do meio”, é o gargalo da BR-319, porque para poder concluí-lo é necessário submeter ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis o estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima).

REALIDADE

Atualmente, a BR-319 é asfaltada até o km 198, após isso só é possível encontrar asfalto na Transamazônica (BR 320). Dos quase 900 quilômetros da BR 319, um pouco mais de 400 quilômetros são transitáveis com alguma camada asfáltica ou com terra e brita.

MILITARES

A rodovia foi finalizada no ano de 1976 ainda durante a ditadura militar (1964-1985). Dados da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), apontam que dentro do limite de impacto de 40 km em ambos os lados da rodovia planejada, existem 13 Terras Indígenas regularizadas.

COMITIVA

É uma tremenda hipocrisia culpar Marina Silva por defender questões ambientais que emperram uma nova pavimentação na BR-319. Se fosse uma postura isolada da ministra, até seria compreensível afirmar que ela não quer a obra, mas a realidade é outra.

COMITIVA 2

Em outubro de 2015, portanto 7 anos após Marina deixar o ministério, uma  expedição formada por senadores, deputados e empresários de RO e AM e outras autoridades percorreu 880 quilômetros de Porto Velho a Manaus.

 

OBJETIVO

De acordo com os organizadores da expedição, o objetivo da comitiva era mostrar a viabilidade econômica da estrada para os estados. Era uma estratégia política e econômica para destacar a necessidade de um novo pavimento na BR.

PARADO

A comitiva foi assunto em todos os veículos de comunicação. Havia uma mobilização para “tocar” a obra. O que aconteceu? Absolutamente nada. Será que dá para afirmar que o governo do PT com Dilma e depois do PMDB com Michel Temer foram os culpados? Não.

PARADO 2

Na sequência, em 2019, veio Jair Bolsonaro com discurso de amizade íntima com militares e de que nas suas mãos a obra ia acontecer sob o crivo da engenharia do Exército Brasileiro. Desnecessário comentar sobre quantos metros de asfalto o Messias mandou colocar na rodovia.

RECORDE

Durante encerramento da edição 2023 da Rondônia Rural Show, o Governador Marcos Rocha confirmou que foram realizados mais de R$ 3,5 bilhões em negócios. Os números superaram todas as expectativas do evento.

PODE MELHORAR

Ainda de acordo com o Governador, este resultado é referente apenas aos dias em que aconteceram o evento, mas pode aumentar por causa da continuidade das negociações.

OUTRO RECORDE

O número de pessoas que visitaram o Centro Tecnológico Vandeci Rack também foi grande. Segundo levantamento apresentado por Marcos Rocha, 263 mil pessoas passaram pelo evento entre os dias 22 a 27 de maio.

COMPARATIVO

A título de comparação, a primeira edição do evento movimentou R$ 170 milhões em negócios e desde então os valores obtidos durante as feiras só têm aumentado. Em 2019, por exemplo, foram R$ 700 milhões em negócios fechados e no ano passado, R$ 2,6 bilhões.

PREFEITURA

A participação da Prefeitura de Porto Velho na maior feira agropecuária da região Norte também foi considerada histórica. Ao longo de seis dias, o município mostrou seus destaque em diversas áreas do campo.

CASA

Pela primeira vez, o município teve um estande próprio no evento. Pelo local, passaram visitantes e autoridades políticas. Os potenciais da agropecuária da capital, turístico e as mais recentes conquistas do município nas áreas da agricultura e infraestrutura foram destaques.

PRESENÇA

No Pavilhão Empresarial Internacional, as agroindústrias de Porto Velho mostraram aos visitantes o que o município tem de melhor. O destaque foi para a carne de jacaré produzida a partir de incentivo da Prefeitura.

DIVERSIFICAÇÃO

Ao todo, Porto Velho foi representada por dezenas de empresas que possuem sede no município, seja no setor alimentício, financeiro ou de suporte técnico ao produtor rural.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários