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Política Plantão

Marcos Rogério lidera, Fúria ocupa o segundo lugar e pesquisa aponta disputa em dois turnos

Pesquisa aponta liderança ao Governo e disputa aberta pelas duas vagas ao Senado em Rondônia.

30/09/2026 10h38
Por: Redação Fonte: Redação
Foto: Reprodução / Redação
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NOVOS NÚMEROS

A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira, 30 de setembro, apresenta um cenário de liderança de Marcos Rogério, com Adailton Fúria na segunda posição e uma distância expressiva entre os dois primeiros colocados e os demais concorrentes ao governo de Rondônia. Ao mesmo tempo, os números não sustentam a afirmação de que a eleição esteja resolvida no primeiro turno.

O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre os dias 25 e 29 de setembro, informa margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RO-03623/2026.

Na pesquisa estimulada, Marcos Rogério aparece com 42%, seguido de Fúria, com 30%. Hildon Chaves registra 10%; Expedito Netto, 9%; Samuel Costa, 2%; e Pedro Abib, 1%. Brancos e nulos somam 3%, enquanto outros 3% não sabem ou não responderam.

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A diferença de 12 pontos entre Marcos Rogério e Fúria representa uma vantagem relevante. Mas liderança e vitória no primeiro turno são situações diferentes. Na apresentação dos votos válidos, o instituto atribui 45% ao candidato do PL e 32% ao candidato do PSD. Hildon aparece com 11%, Expedito com 9%, Samuel com 2% e Abib com 1%.

Portanto, o retrato apresentado é de uma disputa que seguiria para o segundo turno. Marcos Rogério está à frente, mas permanece abaixo da maioria absoluta necessária para encerrar a eleição na primeira votação. A pesquisa também coloca Fúria em posição mais favorável para disputar essa etapa, com 20 pontos de vantagem sobre Hildon na estimulada.

Isso não equivale a antecipar o resultado das urnas. Significa reconhecer que, neste levantamento, uma mudança na composição dos dois primeiros lugares exigiria uma movimentação expressiva do eleitorado nos últimos dias de campanha.

A distribuição regional ajuda a compreender essa diferença. Marcos Rogério lidera em Porto Velho, com 37%; na região Madeira-Mamoré/Norte, com 57%; em Ariquemes e Vale do Jamari, com 46%; e em Ji-Paraná e região central, com 47%. Fúria tem seu resultado mais forte em Cacoal e Zona da Mata, onde registra 50%, contra 36% do adversário. No Cone Sul, aparece numericamente à frente, com 45%, diante de 42% de Marcos Rogério.

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Esses recortes mostram que os candidatos possuem forças territoriais distintas. Entretanto, a margem de erro geral de dois pontos não deve ser aplicada automaticamente às regiões, que contam com parcelas menores da amostra. Especialmente nas diferenças estreitas, a leitura precisa ser cautelosa.

Para Hildon Chaves, o dado mais significativo está na concentração de suas intenções de voto na capital. Em Porto Velho, o ex-prefeito registra 25% e ocupa a segunda posição. Nos demais recortes regionais apresentados, seus índices variam de 2% a 7%. O desafio indicado pela pesquisa é transformar sua presença na capital em apoio mais distribuído pelo estado.

Expedito Netto, com 9% no conjunto estadual e 15% em Porto Velho, aparece numericamente próximo de Hildon. A diferença de um ponto entre ambos não permite estabelecer uma separação segura considerando a margem informada. Samuel Costa e Pedro Abib, por sua vez, registram percentuais menores, sem que o levantamento indique proximidade com os líderes.

Outro aspecto relevante surge na comparação entre as perguntas espontânea e estimulada. Sem a apresentação dos nomes, Marcos Rogério tem 30%, Fúria registra 16% e Hildon, 7%. Nesse formato, 35% não sabem ou não respondem. Quando os candidatos são apresentados, esse grupo cai para 3%.

A diferença mostra o peso do reconhecimento dos nomes na resposta. Não seria correto tratar os 35% da espontânea como um contingente inteiramente disponível para qualquer candidatura: muitos desses entrevistados manifestam uma preferência quando recebem a lista de concorrentes.

Nas simulações de segundo turno, Marcos Rogério mantém a liderança. Contra Fúria, registra 49%, diante de 40%. Contra Hildon, aparece com 51%, contra 34%. No confronto com Expedito Netto, alcança 60%, enquanto o adversário tem 22%. Fúria apresenta, portanto, o desempenho mais competitivo entre os adversários testados.

São cenários hipotéticos, sujeitos à reorganização de apoios, à campanha e ao comportamento de quem não tiver seu candidato na etapa seguinte. Ainda assim, os resultados indicam que a vantagem de Marcos Rogério não depende apenas da dispersão de votos entre vários concorrentes no primeiro turno.

A rejeição acrescenta uma ressalva a essa leitura. Expedito Netto é citado por 44% dos entrevistados como alguém em quem não votariam. Marcos Rogério e Hildon registram 38% cada; Fúria, 33%; Samuel, 26%; e Abib, 19%. Como a pergunta admite múltiplas respostas, esses percentuais não devem ser somados nem interpretados como limites matemáticos de votação. Eles apontam resistências que as campanhas precisam considerar.

SENADO FEDERAL

No Senado, Fernando Máximo lidera o resultado consolidado dos dois votos, com 22%. Sílvia Cristina aparece com 17%, seguida de Bruno Scheid e Mariana Carvalho, ambos com 14%. Acir Gurgacz e Luciana Oliveira têm 5% cada; Luis Fernando, 3%; Neidinha e Engenheiro Thulio, 1% cada.

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Há uma particularidade indispensável: o instituto reúne o primeiro e o segundo votos e reduz o resultado para uma base de 100%. Assim, os 22% de Fernando Máximo representam sua participação nessa distribuição consolidada, e não diretamente a proporção de eleitores que o escolheram.

A leitura política é de liderança de Máximo e de uma disputa relevante pela segunda vaga. Sílvia está numericamente à frente de Bruno e Mariana, mas a diferença de três pontos recomenda prudência. Além disso, no segundo voto, Máximo registra 19%, Sílvia tem 17%, Bruno aparece com 15% e Mariana, com 13%. A escolha do segundo senador continua sendo um componente importante da disputa.

O levantamento oferece, assim, uma fotografia relativamente definida na liderança para o governo, mas preserva questões decisivas: a confirmação de um segundo turno, a capacidade dos adversários de reduzir distâncias e a definição das duas vagas ao Senado.

A leitura isenta exige reconhecer as vantagens apresentadas e respeitar seus limites: pesquisa mede preferências em determinado período; quem transforma essas preferências em resultado é o eleitor.

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