O governo federal anunciou a reestruturação do sistema tributário sobre o consumo, que substitui gradualmente tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A medida tem como objetivo reduzir a complexidade normativa e aumentar a transparência nas operações entre os entes federativos.
O novo regime introduz a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e o Imposto Seletivo (IS). A proposta garante a tributação no local de consumo e assegura a não cumulatividade plena dos créditos ao longo da cadeia produtiva, buscando mitigar distorções que afetam a competitividade.
A adaptação às regras exige avaliação aprofundada que vai além da simples apuração de alíquotas. O impacto da transição varia conforme o segmento, o volume de créditos e a posição da empresa na cadeia de suprimentos, demandando a revisão de contratos, cadastros e parametrizações de sistemas para preservação de margens.
A transição gradual impõe desafios operacionais que requerem atuação integrada entre áreas corporativas. Adriana Matos, COO da Person Consultoria, destaca que a compreensão do impacto no modelo de negócios é determinante para atravessar o período de mudanças sem prejuízos. "A reforma foi desenhada para alterar a estrutura de tributação do consumo, e não para garantir uma redução individual de carga a todas as empresas", afirma.
Segundo a executiva, a preparação antecipada reduz a exposição a erros e fortalece a governança administrativa. Ao estruturar processos internos com base em dados confiáveis, as corporações evitam urgências operacionais e mantêm a estabilidade no ambiente de negócios.
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