Quinta, 24 de Setembro de 2026 09:56
1153045355
Câmara dos Deputados Hidrovia

Hidrovia do Madeira precisa garantir navegabilidade plena o ano todo, avalia produtor rural Marcelo Lucas

Ter a garantia do transporte de cargas de forma plena, durante todo o ano, sem onerar os custos de logística, é o desafio

28/11/2025 10h12
Por: Redação Fonte: Assessoria
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A concessão da Hidrovia do Rio Madeira está sendo debatida e na próxima terça-feira (2), às 8h30 (de Rondônia), na Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados, será tema de uma audiência pública, requerida pelos deputados federais Sílvia Cristina e Thiago Flores. 

O tema desperta o interesse de diferentes setores da economia, mas o setor agropecuário é um dos mais afetados pelas mudanças, com a implantação da hidrovia, permitindo o escoamento da produção de grãos, carnes e demais produtos. 
O produtor rural Marcelo Lucas, que atua no cultivo de grãos e também na pecuária, na região do Cone Sul, acredita que ter uma hidrovia de fato, com todos os seus pré-requisitos atendidos, é importante para o setor produtivo de Rondônia.

“Ter uma hidrovia que traga segurança para a navegação o ano todo, sem interrupções no período da seca ou redução nos volumes das cargas transportadas, é uma garantia importante de logística para o setor produtivo. Isso torna a logística segura, confiável e sem temor de qualquer interrupção. O que representa um diferencial no mundo competitivo das commodities que exportamos”, avaliou.

A concessão envolve serviços como dragagem, derrocagem, batimetria, sinalização, gestão ambiental, e mitigações climáticas. Entre as melhorias previstas, estão a estruturação de seis portos IP4, que são fundamentais para o funcionamento da hidrovia. Pelo menos três desses portos seriam no município de Porto Velho.

Mas, o produtor rural aponta que, somente passar a concessão para a iniciativa privada e não promover as melhorias que garantam de fato a hidrovia em sua plenitude, pode trazer apenas um aumento nos custos de logística. “De nada adianta desestatizar e não ter os investimentos que garantam as melhorias. É nisso que estamos interessados: Ninguém é contra a concessão, mas queremos garantir que os interesses locais sejam preservados, sem penalizar com alto custo da logística, em troca de melhorias superficiais na hidrovia”, completou.

De acordo com o projeto da Antaq, a prioridade é a manutenção da navegabilidade durante o período de seca, com uma profundidade mínima de 3,5 metros de calado. O projeto tem impacto direto em 11 municípios e diversos distritos, nos mais de mil quilômetros de extensão da hidrovia.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários