HISTÓRICO
Não é de hoje que a Universidade Federal de Rondônia tem o nome citado em algum tipo de escândalo interno. Já houve denúncia de fraudes promovidas por gestores e desmandos institucionais que beneficiam um grupo restrito dentro da instituição.
CONDENAÇÃO
Um dos casos de grande repercussão nacional envolveu a condenação de um ex-reitor por desvio de verba pública. O reitor foi condenado à prisão, pagamento de multa e devolução do dinheiro que teria sido desviado.
INQUÉRITO
O grupo ligado ao reitor foi acusado de desviar verbas da compra de marmitas para um projeto de pesquisa. O prejuízo na época, envolvendo todas as denúncias, teria chegado a quase um milhão de reais e se somou a outras fraudes já denunciadas à Justiça.
PRESENTE
Nos dias atuais, a farra com dinheiro público envolveria pagamento de vantagens indevidas e perseguições internas. Professores afastados para pós-graduação, por exemplo, estariam ocupando cargos e funções mesmo sem estar presente na universidade.
PASSEIO
Outra denúncia envolve professora que passaria metade do ano letivo viajando a passeio para o Nordeste e Europa e estaria recebendo os vencimentos como se estivesse trabalhando normalmente na universidade.
FELICIDADE
Uma das professoras não teria nem o receio de esconder suas viagens, já que suas redes sociais são “recheadas” de fotos registrando sua alegria e diversão.
LEGALIDADE
A resolução 33/2018 do Conselho Superior da UNIR que trata sobre afastamento de servidores docentes para qualificação diz expressamente que nos casos de afastamentos, superiores a trinta dias, o servidor terá que ter suspenso os pagamentos de gratificações e adicionais vinculados à atividade de trabalho.
OUTRO LADO
A Reitora Marcele Pereira não respondeu os questionamentos da coluna.
EDUCAÇÃOO senador Confúcio Moura (MDB) em parceria com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) entregará nesta quinta-feira, 1000 notebooks educacional à rede de ensino estadual e mais 39 ônibus escolares para 17 municípios.

EMENDAOs investimentos avaliados em R$ 17, 7 milhões, são frutos de emenda parlamentar e de Bancada, de sua autoria. O ato está previsto para as 10h, no estacionamento Pirarucu no Palácio Rio Madeira, sede do Governo de Rondônia.
VEÍCULOSOs ônibus são do modelo ORE 3, tem capacidade para transportar até 59 alunos sentados, com acessibilidade para Pessoas com Deficiência (PcD) ecom todos os equipamentos que garantem conforto e segurança aos passageiros.

PARCERIAOs investimentos para a compra da frota foram de R$ 12.562.500,00, sendo importante destacar que R$ 164.400,00 são de contrapartida do Governo de Rondônia.
PARCERIA 2A parceria do senador com a Seduc é fortalecida pelo Programa Caminho da Escola/Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) e desta vez atenderá a 17 municípios com reforço no transporte escolar para início das aulas agora em 2023.
COLÉGIOSAo todo 98 escolas de diversas regiões do estado receberão notebooks educacional modelo lenovo 15,6” CORE que facilitarão o trabalho diário de formulação de aulas e o acompanhamento de lives por plataformas aprovadas pelo Ministério da Educação (MEC), o investimento é de R$ R$ 5,5 milhões.
SENADONão era fácil e não foi. Após votação acirrada, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi reeleito presidente do Senado Federal, com 49 votos. Rogério Marinho (PL-RN), adversário de Pacheco, obteve 32 votos.

LULA
Pacheco recebeu apoio de integrantes da base aliada do governo Lula. Ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN) contava com votos da oposição e de parlamentares independentes.
SAIU FORA
Eduardo Girão (Podemos-CE) também estava na corrida ao posto, mas, para fortalecer Marinho, retirou sua candidatura minutos antes de a votação ter início.
COMPOSIÇÃO
Com o apoio de siglas, como PT, MDB, PSD, PDT, e de alguns nomes do União Brasil, Pacheco confirmou o favoritismo na disputa à presidência do Senado. No entanto, precisou contar votos para ultrapassar Rogério Marinho, que teve respaldo do PL, PP e Republicanos.
EX-PRESIDENTE
Marinho é da mesma sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, que optou por não declarar apoio a Pacheco e seguir com uma candidatura própria.
DE LONGE
A rusga do partido de Valdemar Costa Neto com Pacheco se deu pelo fato de ele nunca ter sido “próximo” dos bolsonaristas. A vitória do parlamentar eleito por Minas Gerais é vista como “desfavorável” aos aliados de Bolsonaro.
SERENIDADE
A candidatura de Marinho era defendida com o argumento de que ele iria “devolver o equilíbrio e a harmonia entre os Poderes”. Para quem acompanha política no dia a dia sabe que a realidade está bem longe disso.
STF
Marinho sendo eleito poderia provocar pautas polêmicas da Direita, como o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Moraes é o “terror” dos bolsonaristas e somente uma pressão vinda do Senado Federal poderia dar voz ao tão sonhado impedimento do ministro.
REALIDADE
Rodrigo Pacheco não é o “presidente dos sonhos” da turma de Lula e seus aliados. No entanto, parece ser um problema bem menor do que poderia ser o Senado Federal nas mãos de Rogério Marinho.