CONVERSA
Os diálogos a seguir ocorreram em três segmentos diferentes da economia aqui em Porto velho. A falta de qualificação é nítida e não parece que os estabelecimentos estejam focados na excelência do atendimento.
NO RESTAURANTE

CLIENTE: Tá calor demais aqui.
FUNCIONÁRIA: O senhor ta com calor?
CLIENTE: Observa a jovem e não responde.
FUNCIONÁRIA: Vou mandar ligar o ar.
O ambiente relativamente grande tem quatro centrais de ar, o calor estava insuportável, mas os funcionários estavam com frio e ligaram apenas duas centrais. Após reclamação foi ligada mais uma central, já que a restante estaria estragada conforme um atendente. O local permaneceu desconfortável.
NA PANIFICADORA

ATENDENTE: Qual seu pedido?
CLIENTE: Uma tapioca de frango com catupiri e uma xícara de Café preto sem açúcar e um adoçante.
ATENDENTE: Uma tapioca de frango com catupiri e um café sem açúcar.
CLIENTE: Isso.
A atendente traz café com leite. Volta e busca uma xícara de café preto. O cliente adoça e ao beber percebe que o café já estava doce. Ao comer a tapioca, o cliente observa que não foi colocado catupiri.
NO POSTO DE COMBUSTÍVEL

FRENTISTA: Bom dia!
CLIENTE: Bom dia!
FRENTISTA: Qual combustível?
CLIENTE: Completa com Etanol, por favor.
FRENTISTA: Pode ser até a bomba travar?
CLIENTE: Sim, sem problema.
A frentista contorna o carro, vai até o tanque e pergunta: é Etanol né?
CLIENTE: Sim.
O tanque é abastecido até transbordar e derramar combustível na lataria do carro.
COMEÇO
Ao ouvir e ler uma entrevista de uma especialista em RH percebi o quanto é complicado manter uma empresa com padrões mínimos de qualidade. Cabe destacar que há uma diferença enorme nos critérios de administração.
INVESTIGAÇÃO
Quem não tem critérios e não pode esperar, não faz seleção e contrata o que aparece. O resultado é o que se observa nos diálogos lá em cima.
INVESTIGAÇÃO 2
Quem procura mão de obra qualificada, nem sempre consegue fazer a contratação imediata mesmo encontrando currículos razoáveis. A razão é simples. Pelo currículo, as empresas ou recrutadores não conseguem saber o perfil de comportamento dos interessados às vagas.
INTERNET
Para isso, hoje existem as redes sociais, as maiores “assassinas” de currículos. Facebook, Instagram, entre outros aplicativos, dão uma mostra do perfil comportamental de eventuais candidatos a emprego.
POLÍTICA
Os militantes políticos que estão na fila de emprego têm sido os mais prejudicados quando se cadastram no portal de recrutamento das empresas. De nada adianta graduação ou especialização se o eventual candidato mostra um comportamento que as empresas entendem como inadequado.

DISCRIMINAÇÃO
E nem adianta argumentar que isso é discriminatório ou que haja preconceito, até porque as empresas não estão interessadas em vida pessoal.
DIA A DIA
Isso é conceito mesmo. O entendimento é de que comportamento inadequado em rede social já dá uma prévia do tipo de funcionário que a empresa poderá ter no futuro.
PERSONALIDADE
O perfil no Facebook, por exemplo, pode ser um ótimo meio de expressar suas ideias, mostrar sua personalidade e encontrar pessoas com interesses parecidos. Mas, quando colocar fotos em seu álbum ou fizer comentários na página de um amigo, lembre-se que isso pode estar prejudicando sua carreira.
PESQUISA
Pelo menos, é isso o que diz um estudo feito no mundo inteiro pela Eurocom Worldwide. Segundo os pesquisadores, um em cada cinco chefes já rejeitou possíveis candidatos a vagas de emprego por causa de seus perfis na rede social.
PROCURA
Uma pesquisa anterior já havia comprovado que mais de 40% dos entrevistadores analisavam os perfis de candidatos na rede social. Essa, no entanto, é a primeira a mostrar que pessoas estão, de fato, sendo rejeitadas por causa deles.

VESTÍGIO
“Elas estão aprendendo que cada ação na internet deixa um rastro digital”, diz Mads Christensen, diretor de relacionamentos da Eurocom Worldwide. “No futuro, muitos de nós seremos questionados sobre o que tornamos públicos nas redes”, completa.
JÁ TRABALHANDO
A teoria da pesquisa afeta não só os candidatos a um trabalho, mas também quem já têm emprego. O tablóide britânico Daily Mail cita o caso da professora Ashley Payne, que foi demitida do seu trabalho em uma escola na Geórgia após ter postado fotos em que aparecia bebendo cerveja e por escrever palavrões em seu Facebook.

QUESTIONAMENTO
Na ocasião, Ashley se disse surpresa quando o diretor do colégio chamou-a para conversar e perguntou se ela tinha um perfil na rede social. “Eu fiquei confusa com a pergunta, mas respondi que sim”.
INCENTIVO
A ex-professora conta que suas fotos foram vistas pelo pai de um aluno, que mandou uma mensagem para a escola. A diretoria disse que a página de Ashley na rede social promovia o consumo de álcool e continha profanações.
JUSTIÇA
Ela agora trava uma batalha judicial contra a instituição de ensino e pede para voltar a ensinar. “Eu só quero voltar a dar aulas, mesmo que não seja naquela escola”, diz.
INDIGNAÇÃO
A publicação fala ainda sobre Stephanie Bon, que foi demitida de seu cargo na área de RH de uma empresa depois de postar um comentário sobre o fato de seu chefe ganhar mais dinheiro do que ela. “O novo CEO ganha 4 mil libras por hora. Eu ganho 7 libras. Isso é justo”, disse, em tom de ironia.
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PORTO VELHO
Voltando aos nossos exemplos locais, diante do exposto acima dá para entender a falta de qualificação. Nos locais onde tanto faz e nas empresas que deixam de contratar, mesmo encontrando bons currículos.
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