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Política Garimpo

“Garimpeiro não é bandido”, diz Bruno Bolsonaro Scheid ao defender a regulamentação da atividade após operação da PF no Rio Madeira

Pré-candidato ao Senado defende regulamentação do garimpo e afirma que trabalhadores não podem ser tratados como criminosos.

02/07/2026 22h32
Por: Redação Fonte: Assessoria
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O pré-candidato ao Senado Federal, Bruno Bolsonaro Scheid (PL), criticou a operação realizada pela Polícia Federal contra garimpeiros que atuam no Rio Madeira e defendeu que o Estado deixe de tratar trabalhadores da atividade como criminosos.

Segundo Scheid, o garimpo é responsável pelo sustento de milhares de famílias em Rondônia e integra a história econômica do estado. Na avaliação do pré-candidato, quem exerce a atividade para garantir a renda da família não deve ser equiparado a organizações criminosas.

"Garimpeiro não é bandido. É trabalhador. O que precisa ser combatido é o crime organizado, e não quem acorda cedo, enfrenta o sol e tira da terra o sustento da própria família", afirmou.

Para Scheid, o principal problema está na falta de uma política de regulamentação da atividade mineral. Ele argumenta que, enquanto o poder público realiza operações de fiscalização e repressão, muitos trabalhadores permanecem sem segurança jurídica para exercer a profissão.

"O Estado deveria cumprir seu papel de regulamentar, fiscalizar e punir quem age fora da lei. Mas não pode transformar todo garimpeiro em suspeito apenas por exercer sua atividade", declarou.

O pré-candidato também defendeu que as forças de segurança priorizem o combate às facções criminosas, ao tráfico de drogas, ao contrabando e a outros crimes considerados mais graves. Segundo ele, a criminalização dos garimpeiros não contribui para solucionar os desafios da Amazônia e aumenta a insegurança de trabalhadores que dependem da atividade.

"O ouro retirado do Rio Madeira não é produto do crime. É riqueza produzida por homens e mulheres que querem apenas trabalhar com dignidade. Regularizar é trazer essas pessoas para dentro da lei, garantindo fiscalização, proteção ambiental e segurança jurídica", disse.

Ao concluir, Scheid afirmou que Rondônia precisa construir um modelo que concilie desenvolvimento econômico, preservação ambiental e valorização dos trabalhadores do setor.

"Garimpeiro não é bandido. Bandido é quem integra facções, quem trafica drogas, quem rouba e aterroriza a população. O trabalhador merece respeito, não perseguição", finalizou.

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