A presença brasileira na COP30 ganhou reforço com a participação de Júlia Bussab Fonseca, pesquisadora em desenvolvimento internacional e finanças do clima, que passou a integrar a delegação oficial do Brasil no evento. Candidata a PhD na University of Sussex, no Reino Unido, Bussab atua há mais de dez anos em projetos ligados a clima, meio ambiente e justiça socioambiental.
Sua linha de pesquisa analisa as limitações de acesso dos povos indígenas ao financiamento climático, investigando as barreiras que dificultam a chegada desses recursos diretamente às organizações comunitárias. O tema tem sido recorrente nas discussões da COP30, especialmente nas negociações relacionadas à governança, à transparência e ao acesso a fundos internacionais.
Para Júlia Bussab Fonseca, integrar a delegação representa um marco profissional e pessoal. "Estar na COP30 como parte da representação brasileira é uma honra e também uma grande responsabilidade. Meu compromisso é contribuir com evidências que fortaleçam a agenda de justiça climática e ampliem o acesso das comunidades indígenas e tradicionais ao financiamento climático global", afirma.
A pesquisadora também aponta o momento político como fator para o avanço de soluções estruturantes.
"A participação direta de povos indígenas e comunidades locais é essencial para que as decisões internacionais reflitam realidades diversas e necessidades urgentes. A discussão sobre acesso direto a recursos, redução de intermediários e reconhecimento da autonomia dessas comunidades é central para qualquer avanço significativo", explica.
Além da atuação acadêmica, Bussab presta consultoria a ONGs, think tanks, instituições financeiras e empresas em temas como governança climática, bioeconomia, transição justa e modelos estratégicos de transformação organizacional. Sua experiência inclui projetos no Brasil, América Latina, Reino Unido e outras regiões, com foco em desenho de soluções sistêmicas e avaliação de impacto.
Na COP30, instalada em Belém, ela acompanhou negociações e debates relacionados a financiamento climático, mecanismos de acesso direto, proteção florestal e soberania dos povos indígenas.
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