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Da urna ao conflito: por que a escolha do vice quase sempre dá ruim

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

08/01/2026 07h00 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Fonte: Redação
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

VICE
Escolher um vice não é tarefa fácil. Primeiro, se observa o nome, se tem aceitação, se tem envergadura política e eleitoral.

VICE II
Em outros casos, o vice é definido para acomodar um partido ou grupo aliado. Há vices que são definidos para equilibrar questões religiosas, de status ou até de região. 

VICE III
Por exemplo, um candidato a governador em Rondônia do interior, pode preferir um vive da capital, ou vice-versa.

VICE IV
Em 2002, quando foi eleito pela primeira vez presidente, o Lula escolheu como vice-presidente o empresário José Alencar. 

VICE V
Foi uma forma de mostrar que o sindicalista se dava bem com os patrões e empresários... Alencar era do PL. Isso mesmo!

VICE VI
Em Porto Velho, o ex-prefeito Hildon Chaves teve Edgar do Boi como seu vice na primeira gestão à frente da prefeitura. Não demorou muito para a “amizade” entre ambos implodir.

VICE VII
Até hoje ninguém sabe pra onde Edgar foi após sair da prefeitura e muito menos qual foi o real fato que virou em rusga entre prefeito e vice.

DÁ RUIM
O fato é que, quase sempre, passada a eleição, titular e vice entram em rota de colisão. 

SOMBRA
Nem todo vice aceitar ser coadjuvante no cargo. Nem todo titular aceita abrir espaços pro vice trabalhar.

LÉO X MAGNA
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, ostenta grande popularidade. Mas, em menos de um ano a relação dele com a sua vice-prefeita, Magna dos Anjos, azedou.

LÉO X MAGNA II
Magna trabalhou com Léo Moraes no Detran e quando ele foi parlamentar. Os dois já se conheciam há algum tempo. Mas, isso não foi suficiente para segurar a boa relação entre prefeito e vice.

RONDÔNIA
No governo de Rondônia, a relação do governador Ivo Cassol com a sua vice-governadora no primeiro mandato, Odaísa Fernandes, foi a mais distante até chegarmos a Marcos Rocha e Sérgio Gonçalves.

A PÉ
Cassol em seu estilo “coroné”, não teria gostado de algumas posições de sua vice e determinou que a Casa Militar tomasse à força o veículo e celulares de Odaísa e assessores, em plena Estrada do Santo Antônio.

BARRADA
As fechaduras do gabinete da vice-governadora foram trocadas. Nessa época, o gabinete ficava ao lado da Sedam, na Estrada do Santo Antônio. 

JUSTIÇA
Odaísa teve que ir à justiça para conseguir reaver seu gabinete, carro, celular e renomear o número mínimo de assessores.

EXONERADOS
Filho, familiares e pessoas ligadas à vice-governadora foram sumariamente exonerados, sem dó nem piedade pelo “homem do chapéu”.

ROCHA X SÉRGIO
Agora, o atual governador, Marcos Rocha, e o seu vice, Sérgio Gonçalves, estão em pé de guerra. 

ROCHA X SÉRGIO II
Rocha exonerou o irmão do vice, Junior Gonçalves, da chefia da Casa Civil. O próprio Sérgio foi defenestrado da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. 

RESULTADO
Rocha, temendo represália do vice, teria desistido de largar o Governo agora em março para disputar o Senado. Com a manobra, o sonho de Sérgio disputar o Governo fica enfraquecido.

RESULTADO II
Como conseqüência, Rocha também impede legalmente que sua esposa, Luana Rocha, saia candidata à deputada federal. 

RESULTADO III
O irmão, Sandro Rocha, também fica de fora da disputa na Assembleia Legislativa.

E AGORA ? 
Em outubro, teremos eleições para o Governo. Vendo esses cenários, se entende porque a escolha do vice é tão delicada.

PRA DEPOIS
Mas, isso é assunto pra próxima coluna...

**Otávio Rapadura – Interino

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