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Já houve um tempo em que trabalhar era o que realmente importava

Confira as notas do dia, por Cícero Moura.

20/11/2024 10h13
Por: Redação
Já houve um tempo em que trabalhar era o que realmente importava

OPORTUNIDADE

Vender picolé foi minha primeira  fonte de renda. Um trabalho gostoso e gratificante. Gostoso porque podia comer sorvete de graça e gratificante pelo salário, que podia ser muito bom dependendo da produtividade. 

OPORTUNIDADE 2

Era normal vender em média 50 picolés por dia, mas quando o calor ajudava, o lucro melhorava bastante. Caminhando  um pouco mais que o normal era possível dobrar as vendas.

OPORTUNIDADE 3

Era um trabalho de domingo a domingo – até podia folgar no domingo se quisesse – mas não me interessava. Queria era dinheiro no bolso, e eu ficava na torcida para que não chovesse, e se caísse uma chuva, que fosse breve, para não prejudicar o faturamento do dia.

OPORTUNIDADE 4

Os negócios iam bem até que surgiu a chance de “crescer”. Surgiu uma vaga para trabalhar como  operador de som em uma rádio. Agarrei com tudo. 

OPORTUNIDADE 5

Mesmo sem carteira assinada, havia a certeza do pagamento no fim do mês, e o mais importante: podia chover à vontade que os vencimentos mensais não eram comprometidos .

OPORTUNIDADE 6

Isso aconteceu em meados dos anos 80, uma época em que trabalhar era o que importava. A jornada de trabalho, nunca foi um problema.

CONGRESSO

Nos dias atuais, estamos vendo uma discussão de lacradores sobre a escala 6x1. Em um país abarrotado de gente na fila de emprego, torcendo por vaga, tem gente preocupada sobre como vai ser a folga do trabalhador.

JORNADA

Vigente há 81 anos no País, desde que a CLT  foi publicada, em 1943, a escala 6x1 prevê a jornada de 44 horas de trabalho semanais, com seis dias de trabalho na semana e uma folga.

MERCADO

Esse  tipo de escala é muito comum no comércio, em estabelecimentos diversos tais como lojas, shoppings, supermercados, serviços, bares, restaurantes, entre outros. 

MERCADO 2

De acordo com a Lei, quem trabalha além disso recebe hora extra ou é compensado com banco de horas. Não há nada de errado com isso, no entanto tem político  querendo arrumar motivo para dificultar a vida do trabalhador.

DIVERSÃO

Foi criada uma narrativa de que as pessoas estão trabalhando demais e sem tempo para folga. Uma conversa mole para sustentar discurso populista.

EXTRA

Desconheço trabalhador que honra seu emprego rejeitar hora extra sabendo que isso aumenta seus ganhos. Essa conversa de reclamar por trabalhar demais, só faz sentido para quem fica no serviço além do horário e não ganha extra nem tem banco de horas.

PONTUAIS

Escala diferenciada tem ocorrido  para alguns tipos de profissão. Jornada 4X3, por exemplo, já vem sendo adotada entre advogados, que acabam por trabalhar de terça a sexta-feira. 

PONTUAIS 2

Ainda neste ano, foi feito um experimento com 21 empresas de várias partes do País para testar a viabilidade do modelo.

PONTUAIS 3

Destas, 19 decidiram seguir com a redução de tempo, mantendo o modelo proposto, ampliando o tempo de teste ou fazendo adaptações. O experimento propõe 100% de produtividade, trabalhando 80% do tempo e com 100% do salário.

AVALIAÇÃO

Para vários economistas,  o fim da escala 6x1 não traz tantos riscos para a economia. A questão principal  é a redução de 44 para 36 horas de trabalho semanais sem perda salarial, o que prevê a PEC em discussão no Congresso.

AVALIAÇÃO 2

Neste caso, haveria aumento de custos com a folha de pagamento para as empresas da ordem de 15%. 

OPINIÃO

É claro que isso é uma coisa sem pé nem cabeça. O empregado  trabalhar menos e não querer  diminuir o salário. Só mesmo o povo esquerdista que defende mordomias e programas sociais para gente preguiçosa  acredita nisso.

OPINIÃO 2

Os mais pobres e necessitados merecem ajuda pública sim, mas “inventar” Lei para prejudicar quem produz e gera emprego e renda, é algo que, a meu ver, só vai aumentar a fila dos desempregados.

OPINIÃO 3

Faça uma pesquisa no seu bairro com pessoas desempregadas. Veja se quem está agoniado por uma vaga no mercado de trabalho se preocupa com horário ou se vai ter folga ou não. 

DOR DE CABEÇA

Clientes que compraram TIGGO 7 na loja HO de Porto velho, no mês de agosto, estão indignados com o descaso da concessionária. Muita gente fechou negócio com a promessa inadiável  de receber o veículo em um prazo máximo de 90 dias.

Divulgação

ENGODO

O prazo já esgotou, nenhum veículo teria sido entregue ainda, e os clientes dizem que não há nem previsão de quando os carros vão chegar.  

FATURAMENTO

Tem gente que pagou metade do valor do veículo na assinatura do contrato de compra  e descobriu na semana passada que o carro ainda nem foi faturado.

SEM RUMO

Um servidor público que foi transferido de trabalho e que já deveria ter  ido embora para o Rio de Janeiro em 4 de novembro não sabe o que fazer. Tanto a HO quanto a Caoa Cherry não teriam dado nenhuma data certa  de entrega do carro.

OUTRO LADO

A HO de Porto Velho informou que o problema ocorreu com a fábrica que fez uma campanha para vender 2 mil veículos e teria vendido 15 mil unidades. A revenda CAOA ficou de mandar nota explicando a situação, mas não o fez até a manhã desta quarta-feira (15).

OPINIÃO 

Loja de carro importado é quase  tudo igual. Na hora de vender, eles prometem mundos e fundos e quando ocorre um problema, normalmente, o cliente é que se vire.

OPINIÃO 2

Eu já tive problemas com a HO de Porto Velho por questões envolvendo falta de peças para um TIGGO 8  e, após reclamar da situação com a fábrica da CHERRY,  ainda passei por abusado com um dos gerentes locais da empresa.

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