SEM COBRANÇA
O Governo de Rondônia, decidiu não firmar convênio com a Caixa Econômica Federal para cobrança do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT), o novo DPVAT.
CEF
Por ser uma obrigação instituída pelo Governo Federal e aprovada pelo Congresso Nacional, a arrecadação ficará a cargo da seguradora da Caixa.
OBRIGATORIEDADE
A Lei Complementar nº 207, de 16 de maio de 2024, institui o retorno do SPVAT. O parágrafo 2º do Art. 1º da norma, afirma que a contratação do seguro é obrigatória por todos os proprietários de veículos automotores de via terrestre.
TEOR
No Art. 6º da lei, o texto afirma que as unidades federativas poderão firmar convênio para realizar a cobrança do SPVAT, incorporando essa obrigação ao boleto do Licenciamento Anual ou ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
JUSTIFICATIVA
No entanto, o governador do Estado, Marcos Rocha, teria afirmado que não irá firmar esta parceria por entender que esta cobrança irá impactar no orçamento da população. Ele teria alegado, ainda, não ser uma responsabilidade do Detran-RO.
SEM CONHECIMENTO
Ao invés de ajudar, o atual diretor geral do Detran-RO, Sandro Rocha, irmão do governador, foi solidário ao erro. Teria afirmado achar uma injustiça a cobrança do seguro.

LEI
Ora, isso não é questão de achismo. É uma Lei, e Lei é feita para ser cumprida até que ocorra, eventualmente, uma revogação.
SPVAT
O Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito, instituído pelo Governo Federal, será cobrado pela Caixa Econômica Federal a partir do próximo ano. No entanto, a Lei Complementar nº 207 não define valores e nem como será feita a cobrança.
“GRUDADO”
Por ser um seguro atrelado ao Licenciamento Anual, a legislação obriga o pagamento por parte do proprietário de veículos automotores. Além disso, é importante destacar que tributo do SPVAT não será destinado a base de recursos do Detran-RO, sendo de total responsabilidade da Caixa.
REDES SOCIAIS
O mais bizarro disso tudo é o fato do deputado estadual Delegado Camargo (Republicanos) afirmar em seu perfil no Instagram que os cidadãos não precisarão pagar o Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT), anteriormente conhecido como DPVAT.
ILEGALIDADE
Ao dizer isso para mais de 100 mil seguidores que ele tem na rede social, garantindo que o imposto não seria cobrado, Camargo incentiva uma irregularidade que pode prejudicar inúmeros proprietários de veículos, que erroneamente vão acreditar estarem livres da obrigatoriedade.
NOSSO ESTADO
Mesmo que Rondônia ainda não tenha estabelecido convênio específico para a cobrança, a Caixa Econômica Federal está encarregada de gerenciar o seguro e, portanto, será responsável pela arrecadação em âmbito nacional.
IRREGULAR
Sem o pagamento do seguro obrigatório, os proprietários de veículos não conseguirão emitir o licenciamento anual, o que poderá resultar em apreensões de veículos durante fiscalizações de trânsito.
ORGULHOSO
O deputado Camargo também alegou que a decisão do governador de Rondônia em não firmar o convênio seria resultado de sua brilhante atuação parlamentar.

ILEGAL
Independente de convênios estaduais, a Caixa Econômica Federal já avisou que fará a cobrança, e o não pagamento impedirá o licenciamento regular do veículo.
PASSADO
O DPVAT, criado para indenizar vítimas de acidentes de trânsito, teve sua arrecadação suspensa em 2020 pelo governo de Jair Bolsonaro.
“FURO”
Em 2023, a Medida Provisória n.º 1.149/2022 transferiu a gestão para a Caixa Econômica Federal, após contrato com a Superintendência de Seguros Privados (Susep). No entanto, os recursos do seguro se esgotaram no final de 2023, suspendendo as indenizações.
AUXÍLIO
Com o retorno da cobrança do SPVAT, a expectativa é que o seguro possa contribuir novamente para a proteção das vítimas de acidentes de trânsito, além de garantir a cobertura financeira essencial para atendimento médico e indenizações.

OPINIÃO
Vamos por partes. O erro grotesco do deputado Camargo, que é delegado de polícia, nem merece análise. Ele agiu como se fosse um completo ignorante quanto à legislação, e isso a população sabe que ele não é. Ou pelo menos imagina que não seja.
OPINIÃO 2
Um advogado especialista na área me disse que o governador Marcos Rocha pode ser enquadrado em crime de responsabilidade ao abrir mão da receita referente ao DPVAT.
OPINIÃO 3
Sandro Rocha, diretor geral do DETRAN, é outro que de leigo não tem nada. A diferença em relação ao deputado Rodrigo Camargo, é que as pessoas imaginam que ele seja cauteloso em afirmações, principalmente quando se trata de influenciar o próprio irmão ao erro.

FORA
Conforme o que já havia antecipado no Programa News 5.1, REMA TV, o deputado federal Coronel João Chrisóstomo, filiado ao Partido Liberal (PL) em Rondônia, foi afastado das funções de presidente do partido em Porto Velho.
SUSPEITA
A decisão partiu do senador Marcos Rogério, presidente estadual do PL, que aplicou a medida cautelar em resposta a uma denúncia considerada de alta relevância. Em nota oficial, Marcos Rogério oficializou o afastamento de Chrisóstomo.
OFICIAL
O senador determinou também que o deputado fosse formalmente notificado para a abertura de um processo disciplinar. A suspensão temporária de Chrisóstomo do cargo de liderança partidária em Porto Velho é o primeiro passo de uma ação mais ampla que poderá resultar na expulsão.

ANÁLISE
A possibilidade de um processo de expulsão será analisada em etapas subsequentes, de acordo com a gravidade da denúncia e o entendimento da cúpula do PL sobre o caso.
CRIME
A expulsão deverá ocorrer após confirmação de que o deputado Chrisóstomo teria quitado uma dívida de campanha em troca de uma gravação em vídeo postada nas redes sociais do próprio parlamentar.

CRIME 2
Chrisóstomo teria concordado em fazer a gravação com a finalidade de prejudicar a candidatura de Mariana Carvalho à prefeitura. No vídeo, ele que é do PL, partido que coligou com o União Brasil, Chrisóstomo diz que estava abandonando a candidatura de Mariana porque ela teria se aliado com a esquerda.
CRIME 3
Após fazer a gravação, a dívida que seria com um apoiador do candidato Léo Moraes, teria ficado quitada.
Nota oficial
Em relação ao afastamento do deputado federal Coronel Chrisóstomo da presidência do Partido Liberal em Porto Velho, RO, o presidente estadual da agremiação, o senador Marcos Rogério, vem a público informar que se trata de medida adotada diante de representação formulada por membro da Diretoria Executiva do partido na capital, que apontou violações ao estatuto da sigla por parte do dirigente partidário.
Os fatos narrados comprometem o exercício do cargo de direção, que requer alinhamento com as decisões do partido, tomadas com a plena ciência, participação e assentimento do representado.
Informa ainda que em relação às demais medidas postuladas na representação, será dado ao representado o direito ao exercício da ampla defesa e do contraditório, na forma prescrita no estatuto do Partido Liberal.
Marcos Rogério
Presidente do Partido Liberal em Rondônia
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