VAIDADE
Quem me conhece sabe que não sou adepto de ficar falando na primeira pessoa, enaltecendo ações para mostrar estar acima das demais pessoas. Entendo que prestígio e reconhecimento vem naturalmente quando você faz a coisa certa.
RECLAMAÇÃO
Mas hoje, excepcionalmente, vou alimentar meu ego dizendo que as autoridades parecem ter ouvido minha indignação na semana passada. Recebi conteúdo informando que o MPRO e parceiros deflagram a “Operação Temporã”, de combate aos incêndios florestais.
FRONTEIRA
A operação em questão – que começou ontem – é focada no Parque Estadual Guajará-Mirim e prevê a punição dos responsáveis. Ambientalistas afirmam que a poluição do ar nos últimos dias está ligada diretamente aos incêndios na Bolívia, Sul do Amazonas e região de Guajará-mirim.
30 DIAS
A Operação tem por finalidade combater o incêndio florestal que há mais de um mês consome a área do Parque e suas imediações, além de buscar elementos para atribuir reponsabilidade criminal aos responsáveis pelo gravíssimo crime ambiental.

EQUIPE
A Operação foi desencadeada pela Força Tarefa de Combate aos Incêndios florestais, criada para atender uma solicitação do MPRO, após reuniões com instituições diretamente ligadas ao assunto e forças de segurança do estado.
EQUIPE 2
A missão é composta por agentes do Ibama; Polícia Federal; Polícia Militar; Polícia Militar Ambiental; Comando de Fronteira do Exército; Secretaria de Desenvolvimento Ambiental, Polícia Civil; Corpo de bombeiros Militar e Politec, contando com grande aparato logístico e mais de 200 agentes.
LEITOR
O engenheiro florestal Marcelo dos Santos da Silva, que é leitor assíduo da coluna, mandou ontem, imagens aéreas de uma área em um trecho da BR-364 no sentido Porto Velho, Guajará-Mirim.
LEITOR 2
A devastação pelo fogo é impressionante na região da Fazenda Santa Mônica, próximo ao Castelinho. Há uma faixa enorme de vegetação que foi tomada pelas chamas, sendo que a fumaça cobre completamente a visibilidade.
LEITOR 3
Marcelo entrou em contato para reforçar o que eu escrevi dias atrás quando fui em Guajará-Mirim. Falei que em alguns trechos da BR estava perigoso transitar por conta da completa falta de visibilidade. Ao que parece, o que estava ruim pirou ainda mais.
LEITOR 4
Outro leitor da coluna, Luis Carrate, também mandou um vídeo do rio Guaporé, no lado brasileiro, em Guajará-Mirim. As cenas são impressionantes do fogo destruindo a vegetação e se alastrando com a força do vento.
LEITOR 5
No mesmo vídeo, registrado por pescadores, as cenas mais dramáticas são de animais fugindo da mata e “se jogando” no rio para sobreviverem. “Teve gente chorando e pedindo a Deus pela vida dos animais”, me disse carrate em áudio enviado pelo Whats.
“IMPORTÂNCIA”
Não consigo entender a falta de informações diárias do Governo de Rondônia sobre essa tragédia. Sim, é claro que é uma tragédia que envolve a natureza e põe a em risco a saúde das pessoas e a vida dos animais.
COMUNICADO
Entendo que deveria haver boletins diários dos órgãos ambientais ou dos próprios bombeiros que estão atuando em várias frentes em todo o Estado. A população precisa ficar informada sobre o que está sendo feito.

COMUNICADO 2
A postagem mais recente do Estado sobre queimadas, diz respeito a uma nota questionando os vídeos que circulam pelas redes socias, e mandando as pessoas acessarem o site do Sipam para se manterem informadas.
COMUNICADO 3
Esclarece o governo que: O incêndio de grandes proporções que aparece em um vídeo publicado em diversas páginas nas redes sociais, é um registro realizado de queimadas que não correspondem à nenhum tipo de foco presente no estado.
COMUNICADO 4
Ora, isso me parece completamente contraditório em relação a própria parceria que o governo fez com o MPE, que destaca o incêndio de grandes proporções no Parque Estadual de Guajará-Mirim.
COMUNICADO 5
O governo tem uma Secretaria de Comunicação com diversos jornalistas, qual a razão então de não mandar uma equipe para produzir conteúdo informativo onde estariam ocorrendo os incêndios mais graves.
COMUNICADO 6
É tanta diária paga para viagens fora do país, pelos estados brasileiros e também para secretários que andam pelo interior, que uma despesa a mais com motorista, repórter e fotógrafo para cobrir o que mais nos interessa nesse momento, não vai fazer nenhuma diferença.
POLUIÇÃO
Diariamente a população tem acordo com o cheiro insuportável de fumaça e com uma paisagem cinzenta. Situação que ocasionou até o cancelamento de voos para Porto Velho. Até ontem já eram 3 dias sem voos para a capital.
SAÚDE
Outra questão curiosa é a ausência de informações por parte das secretarias de saúde do estado e município. Parece que está tudo normal e que há vagas disponíveis para quem está sofrendo com problemas respiratórios diante do ar insuportável.

PAUTA
Falando sobre política, tá aí um tema factual que poderia ser devidamente “trabalhado” pelos candidatos a prefeito, não só em Porto Velho, mas em toda nossa Rondônia, já que a situação atinge todos os municípios.
PAUTA 2
No programa News 5.1 da REMA TV, de segunda a sexta, às 9h da noite, canal 5.1 em tv aberta, eu até já coloquei o assunto em debate, mas é tanta lacração em cima do tema que acabei desistindo.
PAUTA 3
Há uma preocupação em enaltecer ou esculhambar com Bolsonaro, Lula e Marina Silva, que o que realmente importa é deixado de lado. Treta excelente para audiência é péssima para se discutir políticas públicas reais que venham beneficiar a sociedade.
PAUTA 4
Hoje à noite, uma parte do debate do News 5.1 será ocupada com uma entrevista no estúdio com o secretário estadual de saúde, Jeferson Rocha. A pauta é explicar a situação referente ao Heuro e também informar como o Estado vem atendendo as pessoas atingidas pelo ar das queimadas.

PAUTA 5
Imagino que o secretário Jeferson também traga esclarecimentos sobre a gestão desastrosa de seu antecessor midiático, que na verdade usou muito mais a Sesau para promoção pessoal do que efetivamente em benefício da população rondoniense.
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