O ministro da Economia, Paulo Gudes, é esperado na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (7) para prestar esclarecimentos acerca de denúncias sobre a nomeação de sua irmã, Elizabeth Guedes, pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, para ocupar vaga no Conselho Nacional de Educação (CNE).
A convocação foi pedida pelo 1º vice-presidente do colegiado, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), que caracterizou a nomeação como "fato estranhamente ocorrido dias após a derrota do atual governo nas eleições".
Elizabeth Guedes é presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) e foi empossada no dia 10 de novembro, para o cargo de conselheira da Câmara de Educação Superior do CNE, órgão colegiado do Ministério da Educação (MEC).
Segundo Aureo Ribeiro, ela também representa a Faculdade de Medicina de Garanhuns (Fameg), que integra a Afya2, empresa do setor de cursos de medicina idealizada por Paulo Guedes.
A nomeação da irmã de Paulo Guedes se deu juntamente com a de outros oito integrantes do conselho, por meio de decreto do presidente da República, em 7 de novembro.
Formado por 24 membros, o CNE possui, entre outras, as atribuições de formular e avaliar a política nacional de educação, zelar pela qualidade do ensino, velar pelo cumprimento da legislação educacional e assegurar a participação da sociedade no aprimoramento da educação brasileira.
A audiência do ministro está marcada para as 14 horas. O plenário ainda será definido.
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