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Vapes, brigas marcadas e a geração que transforma violência em curtidas

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

23/10/2026 07h00 Atualizada há 55 minutos atrás
Por: Redação Fonte: Redação
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

SINAL DE ALERTA
As escolas estão enfrentando um problema que ultrapassa os limites da indisciplina. Cigarros eletrônicos, brigas combinadas e violência filmada para ganhar curtidas revelam uma preocupante deterioração do comportamento de parte dos adolescentes.

VAPES NAS ESCOLAS
O uso de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, virou uma preocupação constante nas escolas públicas de Rondônia. Professores e diretores precisam lidar com estudantes que insistem em levar esses dispositivos para o ambiente escolar.

Foto: Reprodução / Redes Sociais 

SAÚDE AMEAÇADA
O cigarro eletrônico não é brinquedo. Muitos contêm nicotina, provocam dependência e representam riscos à saúde, especialmente para adolescentes cujo organismo ainda está em desenvolvimento.

FALSA MODERNIDADE
Com sabores variados e aparência sofisticada, os vapes conquistaram adolescentes que muitas vezes desconhecem seus perigos. O que parece modernidade pode representar o início de uma dependência química.

VENDA PROIBIDA
A Anvisa proíbe a comercialização, importação e propaganda de cigarros eletrônicos no Brasil. Mesmo assim, esses produtos chegam facilmente às mãos dos adolescentes. Quem vende? Quem fornece? Quem fiscaliza?

REGRAS IGNORADAS
O uso desses dispositivos contraria as normas disciplinares das escolas. Entretanto, as apreensões continuam acontecendo. É sinal de que advertências isoladas não estão conseguindo resolver o problema.

Vapes recolhidos com alunos na escola Murilo Braga / Foto: Cícero Moura 

RIGOR NECESSÁRIO
É preciso estabelecer regras firmes, procedimentos rigorosos e consequências proporcionais para quem insiste em desrespeitar as normas escolares. Permissividade não pode ser confundida com educação.

EXEMPLO DOS CELULARES
O Brasil estabeleceu restrições ao uso de celulares nas escolas de educação básica. Se houve disposição para enfrentar esse problema, também precisa haver firmeza contra os cigarros eletrônicos, que ameaçam diretamente a saúde.

Foto: Reprodução / Redes Sociais 

SEM ARBITRARIEDADES
Disciplina não significa expulsar estudantes indiscriminadamente. As punições precisam respeitar o Estatuto da Criança e do Adolescente. Firmeza, responsabilidade e orientação devem caminhar juntas.

PROFESSORES SOBRECARREGADOS
Professores são contratados para ensinar, não para passar o expediente recolhendo vapes, administrando ameaças e tentando impedir confrontos entre adolescentes. A escola está assumindo responsabilidades que deveriam começar dentro de casa.

OUTRO ABSURDO
Além dos cigarros eletrônicos, um comportamento ainda mais assustador preocupa as escolas: estudantes de diferentes colégios estão combinando brigas, com hora e local previamente determinados.

VIOLÊNCIA AGENDADA
As agressões deixam de ser resultado de discussões ocasionais. São confrontos planejados, organizados por mensagens e acompanhados por adolescentes interessados em assistir e registrar a pancadaria.

TUDO POR LIKES
O mais revoltante é a motivação de alguns envolvidos. A violência é filmada para circular nas redes sociais, ganhar visualizações e transformar a humilhação de outro adolescente em entretenimento.

Foto: Reprodução / Redes Sociais 

INVERSÃO DE VALORES
Estamos diante de uma geração conectada, mas parte dela parece cada vez mais desconectada de valores fundamentais como respeito, responsabilidade e convivência civilizada.

CASO DO MURILO
Na Escola Murilo Braga, em Porto Velho, uma briga previamente combinada teria sido evitada graças à atitude responsável de uma mãe, que descobriu no celular do filho mensagens sobre o confronto.

Foto: Reprodução / Redes Sociais 

MÃE ATENTA
Ao perceber que estudantes haviam marcado uma data para brigar, a mãe comunicou o fato à escola. Uma atitude simples, mas que demonstra a importância do acompanhamento familiar.

PROVIDÊNCIA CORRETA
Informada da ameaça, a direção da escola teria adotado uma medida preventiva inteligente: manter os estudantes possivelmente envolvidos no confronto até depois da saída dos demais alunos.

SAÍDA CONTROLADA
Os adolescentes teriam sido liberados individualmente, somente com a presença dos pais ou responsáveis. Uma decisão prudente que merece reconhecimento pela preocupação com a segurança dos estudantes.

EXEMPLO POSITIVO
A atitude atribuída à direção da Escola Murilo Braga mostra que prevenir é muito melhor do que esperar a violência acontecer para depois procurar culpados e contabilizar feridos.

PAIS AUSENTES
É necessário discutir a ausência de acompanhamento familiar. Muitos pais desconhecem os grupos de mensagens dos filhos, suas amizades e até os motivos pelos quais saem de casa.

CELULAR SEM CONTROLE
Entregar um celular a um adolescente sem qualquer orientação ou acompanhamento é abrir as portas para riscos que muitos responsáveis sequer imaginam. Privacidade não pode servir de desculpa para negligência.

RESPONSABILIDADE DIVIDIDA
A escola tem obrigação de ensinar e proteger. Mas os pais precisam educar, acompanhar e estabelecer limites. Não é razoável transferir integralmente aos professores a responsabilidade pelo comportamento dos filhos.

AUTORIDADE ENFRAQUECIDA
O professor precisa recuperar o respeito dentro da sala de aula. Nenhuma instituição de ensino funciona adequadamente quando suas regras são sistematicamente ignoradas e a autoridade dos educadores é desprezada.

SEDUC PRECISA AGIR
A Secretaria de Estado da Educação deve fortalecer os protocolos de prevenção à violência, orientar as escolas e estabelecer procedimentos claros para enfrentar o uso de cigarros eletrônicos e os confrontos entre estudantes.

FISCALIZAÇÃO URGENTE
Também é necessário identificar quem fornece cigarros eletrônicos aos adolescentes. A proibição da venda não pode existir apenas no papel enquanto produtos ilegais continuam circulando livremente.

BRINCADEIRA PERIGOSA
Uma briga combinada para ganhar curtidas pode terminar em tragédia. Uma queda, uma pancada na cabeça ou um golpe violento pode provocar sequelas permanentes ou até a morte.

PLATEIA DA VIOLÊNCIA
Tão preocupante quanto quem agride é quem incentiva, filma e compartilha. Transformar o sofrimento de outra pessoa em espetáculo demonstra uma alarmante falta de empatia.

Foto: Reprodução / Redes Sociais 

LIMITES PERDIDOS
Parte da sociedade parece ter confundido liberdade com ausência de responsabilidade. Adolescentes precisam de diálogo, compreensão e oportunidades, mas também precisam ouvir não e conhecer as consequências de seus atos.

EDUCAÇÃO EM RISCO
Quando uma escola precisa organizar a saída de estudantes para impedir uma briga marcada pela internet, é sinal de que o problema ultrapassou os portões do estabelecimento. Estamos diante de uma crise de comportamento e convivência.

QUE GERAÇÃO É ESSA?
É assustador perceber que alguns adolescentes já não vão à escola apenas para estudar, aprender e construir o futuro. 

CONFRONTAR
Vão também preparados para desafiar regras, provocar conflitos e transformar agressões em vídeos destinados às redes sociais. É uma inversão de valores que precisa ser enfrentada antes que produza consequências irreparáveis.

OPINIÃO
O retrato mais preocupante de parte dos estudantes de hoje é o adolescente que sai de casa com a mochila nas costas, mas não pensa nos livros, nas aulas ou no futuro. 

OPINIÃO 2
Pensa na briga que marcou, no celular que vai registrar a agressão e nas curtidas que espera receber. 

FRASE
Quando a violência passa a valer mais que o conhecimento, a escola deixa de formar cidadãos e começa a assistir à destruição dos valores que deveria ensinar.

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