A elaboração de sistemas de computador para resolver demandas de fábricas de Ji-Paraná mobilizou estudantes do curso de Lógica de Programação da unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Ji-Paraná. O projeto do evento Grand Prix reuniu turmas orientadas pelos instrutores Wanderson Maicon da Silva, Karla Souza Correa e Juceline Xavier Santos na construção de ferramentas de tecnologia a partir de gargalos do setor industrial da região.
O processo começou com uma etapa de imersão conduzida pelo consultor Diego Alves de Souza, que detalhou os obstáculos do setor de manufatura. Divididos em grupos, os alunos programaram os protótipos dos softwares e visitaram as instalações da Café Quentinho, Copacel, Gráfica EPA e Cerâmica Riachuelo. Nessas idas ao campo de produção, as equipes observaram as rotinas operacionais para adaptar os códigos e otimizar a usabilidade das plataformas antes da entrega aos gestores.
Para a pedagoga Poliana Granetto de Sousa, o programa leva o ensino para fora do ambiente de estudos. “Proporcionar o contato com o mercado demonstra o método do SENAI, que consiste em aprender fazendo e estar próximo da indústria. Antes mesmo da inserção em oportunidades de emprego, os grupos elaboraram propostas, construíram ferramentas de tecnologia e contribuíram para alterar os processos das fábricas de nossa cidade”, afirmou.
A estruturação dos sistemas exigiu dos participantes o uso de linguagens de programação e o exercício de competências de análise de dados, negócios e trabalho em equipe. Ao formularem os algoritmos para setores delimitados, os programadores em formação transformaram os conceitos da teoria em produtos de tecnologia de informação, e apresentaram o resultado do trabalho para uma plateia formada pelo corpo docente e representantes das empresas parceiras.
A gerente da unidade do SENAI de Ji-Paraná, Cintia Alves, destacou o elo entre a educação e o segmento industrial. “O formato do evento entrega profissionais de acordo com as necessidades do mercado. Ao abrir as portas da área de produção para os desafios da tecnologia, formamos talentos com capacidade de solucionar problemas de otimização em nosso estado. Essa aproximação garante a competitividade da economia de Rondônia e pavimenta uma carreira em tecnologia para os jovens”, conclui.
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