Um fazendeiro foi preso em flagrante por furto de energia na última quinta-feira (20), na zona rural de Nova Brasilândia. A prisão ocorreu após uma fiscalização da Energisa identificar uma ligação clandestina utilizada para abastecer um sistema de irrigação de grande porte em uma lavoura de café.
A irregularidade foi encontrada durante uma inspeção realizada pelas equipes ao longo da rede de distribuição que atende a região. No local, os técnicos constataram que uma subestação particular estava conectada diretamente à rede elétrica. A energia desviada era utilizada para alimentar grandes motores e um sistema de irrigação de uma extensa área de cultivo de café.
Diante da suspeita, a Polícia Técnico-Científica (Politec) foi acionada para realizar a perícia. Após a irregularidade confirmada, a Polícia Militar compareceu à propriedade e efetuou a prisão em flagrante do fazendeiro. Ele foi conduzido à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) de Nova Brasilândia para prestar esclarecimentos.
O gerente do Departamento de Combate a Perdas da Energisa Rondônia, Daniel Andrade, alerta que ligações desse porte exigem planejamento técnico, autorização da concessionária e equipamentos adequados.
“Não estamos falando de uma ligação improvisada para alimentar apenas um equipamento, mas de uma estrutura preparada para sustentar motores de grande potência e irrigar uma ampla área. Temos observado que a execução de ligações clandestinas vem sendo oferecida como um negócio em algumas localidades, mas quem contrata, autoriza ou utiliza esse tipo de instalação pode responder criminalmente. Além do prejuízo coletivo, a prática coloca trabalhadores, moradores e toda a rede elétrica da região em risco”, afirma Daniel.
Instalação de subestações exige autorização
Para instalar uma subestação particular, o proprietário deve procurar a Energisa antes do início do serviço e seguir todas as etapas necessárias para que a ligação seja realizada de forma regular e segura. Também é fundamental contratar uma empresa habilitada que cumpra as normas técnicas e de segurança.
Na prática, não basta adquirir os equipamentos e conectá-los à rede elétrica. O projeto deve ser elaborado por um profissional qualificado, apresentado à concessionária e aprovado antes da execução. Esse procedimento ajuda a evitar acidentes, danos aos equipamentos, cobranças futuras e responsabilizações civis e criminais.
O furto de energia, popularmente conhecido como “gato” é enquadrado como furto pelo artigo 155 do Código Penal. Conforme as circunstâncias e o enquadramento do caso, a pena pode chegar a oito anos de prisão, além de multa.
A população pode colaborar com o combate ao furto de energia denunciando situações suspeitas pelo telefone 190, da Polícia Militar, ou pelo 0800 647 0120, da Energisa.
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