O combate às fake news envolvendo vacinação, sobretudo nas redes sociais, deve ter como foco quem tem dúvidas sobre a eficácia e a segurança das doses e não quem espalha boatos e notícias falsas. É o que defende a representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross.
“Temos que trabalhar muito, e temos que trabalhar juntos, contra essas pessoas [que espalham fake news ], sabendo que não vão mudar. Mas há um outro grupo de pessoas. E são pessoas com quem ainda podemos falar porque têm dúvidas”, disse Socorro, ao participar da 26ª Jornada Nacional de Imunizações, no Recife.
“Somos mais os que acreditam que as vacinas dão certo. Alguns dizem que vacinas não são boas. Estes são poucos, mas eles falam muito. E isso chega pelas redes sociais”, destacou Socorro. “Por isso, temos que falar com as pessoas que ainda podemos mudar porque têm dúvidas. Elas precisam de informação que dá certo.”
Para a representante da Opas no Brasil, o país vive o que chamou de “momento de virada” no que diz respeito à vacinação. “Já se mostrou, ao mundo todo, que é possível, quando se tem decisão política e coordenação. Que dá certo”, disse, ao destacar que o Brasil, recentemente, deixou de integrar a lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas.
“O Brasil tem elevado suas coberturas vacinais como nenhum outro país tem feito e mostra, novamente, a força proveniente da união, em meio a adversidades, de instituições que se juntam para cuidar de todos”, concluiu, destacando que a Opas segue como parceira do governo e de instituições brasileiras nesse processo.
*A repórter viajou a convite da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)
Saúde Brasil supera 62 mil academias em dez anos de expansão
Saúde Meningite: quatro cidades do Rio ofertam vacina a pessoas até 24 anos
Saúde Outubro Rosa: tratamento termina, mas medo do câncer pode permanecer
Saúde Senders chega a 77 mil refeições e mira novos horizontes
Saúde Planejar a própria despedida entra em debate no país
Saúde Planos empresariais avançam e Bradesco Saúde ganha espaço