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Quando a fragilidade do idoso vira oportunidade para a covardia

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

10/09/2026 07h00
Por: Redação Fonte: Redação
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

INDIGNAÇÃO
É revoltante. É desumano. E, principalmente, é inadmissível. Treze idosos precisaram ser resgatados de uma instituição irregular na zona Leste de Porto Velho depois que uma denúncia levou policiais e integrantes da rede de proteção até o local.

CASO ISOLADO
Treze. Não era uma pessoa escondida em algum quarto cuja situação pudesse passar despercebida. Eram 13 seres humanos.

ATENÇÃO
Homens e mulheres que chegaram à fase da vida em que deveriam receber cuidado redobrado e que foram encontrados, segundo as autoridades, em condições precárias, convivendo no mesmo ambiente com pessoas com deficiência e dependentes químicos. 

RESPONSÁVEIS
Três pessoas foram detidas. E ainda existe algo mais grave sob investigação: suspeitas de retenção e utilização de cartões de benefícios dos acolhidos. 

INVESTIGAÇÃO
A responsabilidade e as circunstâncias ainda serão apuradas pela Polícia Civil e, portanto, ninguém deve ser condenado antecipadamente.

INSENSIBILIDADE
Mas precisamos dizer claramente: se aproveitar da fragilidade de um idoso é uma das formas mais repugnantes de covardia.

ACOVARDADO
Quem escolhe como alvo uma pessoa que talvez já não tenha forças físicas para reagir, autonomia para sair daquele lugar ou condições para administrar o próprio dinheiro não demonstra esperteza. 

INSENSÍVEL
Demonstra ausência de escrúpulos. E é exatamente por isso que essa história não pode terminar com fotografias do resgate, declarações das autoridades e a informação de que os idosos agora estão protegidos.

LEI
Felizmente estão. A atuação da Polícia Civil, Polícia Militar, Semias e Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa merece reconhecimento. 

TRANSFERIDOS
Depois da intervenção, os 13 foram encaminhados para uma instituição regular, onde passaram a receber alimentação, acompanhamento e os cuidados necessários.

QUEM VIGIAVA?
Mas alguém precisa explicar como chegamos até aqui. Como uma instituição irregular conseguiu abrigar 13 idosos?

AUTORIZAÇÃO
Há quanto tempo funcionava? Quem sabia de sua existência? Já havia sido fiscalizada?

HISTÓRICO
Existiam denúncias anteriores? Quantas instituições destinadas a idosos funcionam hoje em Porto Velho?

ACOMPANHAMENTO
Quantas estão rigorosamente regulares? Quando cada uma delas recebeu a última fiscalização?

QUESTIONAMENTOS
Essas perguntas não são ataques ao poder público. São perguntas absolutamente necessárias depois de um episódio dessa gravidade.

TEM MAIS?
E existe uma pergunta ainda mais assustadora: será que existem outros?
Outros idosos esquecidos em quartos?

MESMA SITUAÇÃO
Outros aposentados sem controle do próprio benefício? Outras famílias acreditando que seus parentes estão sendo cuidados quando a realidade pode ser completamente diferente?

INVESTIGAÇÃO
Outras instituições funcionando irregularmente? É isso que precisa ser investigado imediatamente.

RECONHECIMENTO
A própria presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa reconheceu a importância da denúncia para que a rede de proteção chegasse ao estabelecimento.

OBSERVAÇÃO
Ótimo que alguém denunciou. Mas proteção ao idoso não pode depender apenas da sorte de aparecer uma pessoa disposta a telefonar. O Estado precisa chegar antes da denúncia.

DISPOSITIVOS
Fiscalização existe exatamente para isso. Cadastro existe para isso. Conselho existe para isso. Assistência social existe para isso. A legislação de proteção ao idoso existe para isso.

ATRASADO
Porque depois que a violência aconteceu, que a dignidade foi arrancada e que o sofrimento foi imposto, o poder público consegue resgatar. Mas não consegue devolver o tempo.

VALORES
Há ainda relato publicado pela imprensa de que um dos idosos teria o cartão bancário retido e poderia ter perdido o controle sobre aproximadamente R$ 50 mil de suas economias. 

OUTRO
A reportagem também afirma que um idoso acamado teria sido encontrado em situação grave e precisou de atendimento hospitalar. Esses fatos ainda precisam ser completamente esclarecidos pela investigação.

RIGOR
Se isso for confirmado, estaremos diante de algo que ultrapassa qualquer discussão sobre irregularidade administrativa. É exploração da vulnerabilidade humana.

MANUTENÇÃO
A aposentadoria de um idoso não é dinheiro sobrando. É comida. É remédio. É fralda. É consulta. É dignidade. É sobrevivência.

VULNERÁVEL
E quem eventualmente coloca a mão nesse dinheiro sem autorização legítima não está simplesmente mexendo numa conta bancária. Pode estar retirando daquele idoso aquilo que ele possui para sobreviver.

AÇÕES
Porto Velho precisa aproveitar esse episódio para fazer uma verdadeira varredura nas instituições que acolhem idosos. Não amanhã. Agora.

FRASE
Idoso não precisa de piedade. Precisa de respeito, proteção e dignidade.

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