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A eleição começa em Rondônia — e a primeira grande crise já está instalada

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

17/08/2026 14h00
Por: Redação Fonte: Redação
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

NA RUA
A eleição de 2026 finalmente saiu do terreno das articulações e entrou na fase em que os candidatos precisam colocar a cara na rua, apresentar propostas e disputar, de fato, a confiança do eleitor. 

NOSSO ESTADO
Em Rondônia, porém, a largada da campanha veio acompanhada de uma reviravolta partidária que pode produzir um dos primeiros grandes embates jurídicos da disputa: a intervenção da Executiva Nacional do PSB, que decidiu retirar o partido das disputas majoritárias no Estado para apoiar o PT.

COMO ESTAVA
O cenário que se desenhava antes da decisão já era bastante movimentado. No Governo, as convenções consolidaram seis nomes: Adaílton Fúria (PSD), Expedito Netto (PT), Hildon Chaves (União Brasil), Marcos Rogério (PL), Pedro Abib (MDB) e Samuel Costa (PSB).

SEM DOMÍNIO
A composição mostra uma eleição sem um campo político absolutamente dominante. 

PRIMEIRO NOME
De um lado, Marcos Rogério representa o PL e chega à disputa com o peso de uma candidatura construída há bastante tempo. 

Foto: Reprodução / Redes Sociais 

EX-PREFEITO DO INTERIOR
Fúria aparece como uma alternativa de forte presença no interior e com o apoio do PSD e de setores que orbitam o atual governo.

Foto: Reprodução / Redes Sociais 

EX-PREFEITO DA CAPITAL
Hildon Chaves, por sua vez, consolidou a candidatura da Federação União Progressista, tendo Cirone Deiró como vice e Mariana Carvalho e Silvia Cristina na disputa pelo Senado.

Foto: Reprodução / Redes Sociais 

LULISMO EM RONDÔNIA
No campo de centro-esquerda, Expedito Netto foi confirmado pelo PT, enquanto Samuel Costa representava, até então, uma candidatura própria do PSB.

Foto: Reprodução / Redes Sociais 

OBSERVAÇÃO
E é justamente aí que a eleição sofreu sua primeira grande ruptura. A intervenção que mudou o ambiente político.

DESCARTADOS
A Executiva Nacional do PSB decidiu intervir no diretório de Rondônia, estabelecer uma aliança com o PT e determinar que o partido não lance candidatos a nenhum cargo majoritário no Estado. 

DESCARTADOS 2
A decisão atinge diretamente Samuel Costa, candidato ao Governo, e Neidinha Suruí, que havia sido lançada ao Senado. 

Foto: Reprodução / Redes Sociais 

COERÊNCIA
Politicamente, a decisão é compreensível dentro da lógica nacional de alianças. O PSB integra o campo político que apoia o presidente Lula e, em vários estados, as estratégias eleitorais nacionais procuram evitar candidaturas que possam dividir votos entre partidos aliados.

ANTECIPADAMENTE
O problema é que, em Rondônia, a decisão foi tomada depois de o diretório estadual ter construído suas próprias candidaturas e realizado convenção partidária.

JUDICIALIZAÇÃO
É justamente essa circunstância que transforma uma decisão política em uma questão jurídica.

JUDICIALIZAÇÃO 2
Samuel Costa e Neidinha Suruí afirmam que pretendem contestar judicialmente a medida. 

JUDICIALIZAÇÃO 3
Samuel classificou a decisão como arbitrária e afirmou que adotará medidas judiciais caso a direção nacional tente retirar sua candidatura. Neidinha também anunciou que pretende recorrer. 

MAIS CAPÍTULOS
O episódio ainda está longe de terminar. A questão central será saber até onde vai a autonomia da direção nacional de um partido para modificar decisões tomadas pela estrutura estadual depois de uma convenção e em pleno início da campanha.

SEM UNANIMIDADE
Não se trata, portanto, apenas de uma briga interna do PSB. É uma disputa que pode acabar nos tribunais eleitorais e estabelecer um precedente importante sobre a relação entre as direções nacionais e os diretórios estaduais.

OUTRA ELEIÇÃO DENTRO DA ELEIÇÃO
Se a disputa pelo Governo promete ser acirrada, o Senado não fica atrás. Rondônia terá duas vagas em disputa e, segundo as anotações após o encerramento do prazo de registro, dez candidatos foram confirmados.

NOMES
Acir Gurgacz (PDT), Aires Mota (PV), Bruno Bolsonaro Scheid (PL), Fernando Máximo (PL), Engenheiro Thulio (Missão), Luciana Oliveira (PT), Luís Fernando (PSD), Mariana Carvalho (Republicanos), Neidinha Suruí (PSB) e Silvia Cristina (PP). 

Foto: Reprodução / Redes Sociais 

PODE MUDAR
A situação, entretanto, ganhou uma variável adicional com a intervenção do PSB. A permanência efetiva da candidatura de Neidinha dependerá justamente da disputa jurídica anunciada após a decisão nacional.

PASSAM DOIS
A corrida ao Senado tem características próprias. São duas vagas, o eleitor poderá escolher dois nomes e as alianças para o Governo nem sempre se reproduzem integralmente na disputa pela Câmara Alta.

CORRIDA
Pesquisas divulgadas nas últimas semanas mostram justamente essa fragmentação. Levantamentos internos dos partidos apontam uma disputa equilibrada.

CORRIDA 2
Como não podia ser diferente, a paixão prevalece na hora dos números. Sempre os candidatos aparecem muito bem em suas siglas e com reais condições de se eleger.

CORRIDA 3
Ou seja: ao contrário de uma eleição majoritária convencional, em que a disputa costuma se concentrar em poucos nomes, o Senado permite uma combinação muito maior de votos e alianças.

MOMENTO
A largada não define o destino. Outro dado importante é que a campanha começa em um ambiente ainda bastante aberto.

NÚMEROS
Pesquisa Real Time Big Data divulgada em julho mostrava Marcos Rogério com 36%, Fúria com 28%, Hildon com 13% e Expedito Netto com 10%. 

NÚMEROS 2
O levantamento indicava, naquele momento, uma disputa mais concentrada entre os dois primeiros, mas ainda havia tempo para mudanças significativas. 

NOVO CENÁRIO
Agora, entretanto, começa outra etapa. Convenções acabaram. Registros foram apresentados. A propaganda eleitoral começa. 

OLHO NO OLHO
Debates serão realizados. E os candidatos terão de transformar alianças, discursos e promessas em votos. É nesse momento que as diferenças entre os projetos começarão a ficar mais claras.

PL
Marcos Rogério terá de defender sua trajetória e explicar ao eleitor o que pretende fazer diferente. 

PSD
Fúria precisará transformar a força política construída em Cacoal e no interior em uma candidatura estadual. 

FEDERAÇÃO 
Hildon terá de converter sua experiência administrativa e sua estrutura partidária em competitividade eleitoral. 

ESQUERDA
Expedito Netto terá a tarefa de consolidar o palanque do PT em Rondônia.

REALIDADE
E os demais candidatos precisarão encontrar espaço em uma eleição que, ao menos neste momento, apresenta forte concentração de atenção nos principais nomes.

TESTE
Curiosamente, antes mesmo de o eleitor começar a decidir, a eleição já produziu um teste para os próprios partidos.

POUCA IMPORTÂNCIA?
O caso do PSB coloca uma pergunta incômoda sobre a mesa: até onde uma direção nacional pode interferir em uma decisão tomada democraticamente por seu diretório estadual e homologada em convenção?

TRIBUNAL
A resposta não será dada apenas pela política. Se Samuel Costa e Neidinha efetivamente recorrerem à Justiça Eleitoral, caberá aos tribunais examinar a validade e os efeitos da intervenção. Enquanto isso, a campanha segue.

OPINIÃO
Rondônia chega às urnas de 2026 com uma disputa pelo Governo que reúne diferentes campos políticos, uma corrida ao Senado extremamente fragmentada e, agora, uma crise partidária que pode transformar o PSB no primeiro grande caso jurídico da eleição.

OPINIÃO 2
A campanha começou. E, pelo que se viu até aqui, a eleição rondoniense promete ser muito mais do que uma disputa entre candidatos. 

OPINIÃO 3
Será também uma batalha por alianças, espaço político, controle partidário e, possivelmente, decisões judiciais. E isso é apenas o começo.

FRASE
Se existe direção estadual, suas decisões precisam valer. Caso contrário, autonomia vira apenas uma palavra bonita escrita no estatuto.

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